Ruben Amorim prepara-se para voltar ao ativo no Milan
Ruben Amorim prepara-se para voltar ao ativo no Milan

Rafael Leão e outras dúvidas: como será o Milan de Ruben Amorim?

Italianos montam nova equipa dos 'rossoneri' e apontam jogadores que poderão perder espaço... ou ganhar nova vida

O novo projeto do Milan começa a ganhar forma com Ruben Amorim a ser o escolhido para suceder a Massimiliano Allegri no comando técnico. Conforme A BOLA deu conta, Ruben Amorim, de 41 anos, aguarda apenas o ok final de Gerry Cardinale, da Red Bird, dona do Milan, para viajar para Itália, assinar o contrato e conhecer os cantos à nova casa.

Enquanto se aguardam decisões sobre quem chega e quem parte, a iminente chegada de Amorim a Milanello levanta questões sobre o atual plantel: que jogadores sairão beneficiados e como poderá esta mudança influenciar o futuro de Rafael Leão? A imprensa italiana, no caso a Gazzetta dello Sport, fez um esboço de como poderá ser o novo Milan de Ruben Amorim.

A filosofia tática de Amorim

Conhecido por ser um técnico «integralista» na sua filosofia, Ruben Amorim privilegia sistemas de três centrais, dos quais raramente abdica. Apesar de a sua abordagem ofensiva ser agressiva e dinâmica, a estrutura tática é a base do seu modelo de jogo.

Neste contexto, Pavlovic surge como um dos principais beneficiados. O sérvio, que evoluiu consideravelmente sob o comando de Allegri, ganhando segurança defensiva e instinto ofensivo, encaixaria bem na defesa a três de Amorim, permitindo-lhe continuar a sua progressão. Se numa defesa a quatro o seu rendimento seria uma incógnita, no sistema do português o seu futuro parece mais promissor.

No entanto, o mesmo não se pode dizer de outros centrais. O estilo de construção de Amorim exige defesas com excelente qualidade de passe, uma característica onde Gabbia e, principalmente, Tomori, apresentam debilidades. A necessidade de reforçar o setor com um ou dois jogadores tecnicamente dotados é evidente, o que poderá mesmo levar à saída do defesa inglês, cujo processo de renovação estagnou.

O caso de Rafael Leão

Os alas são peças vitais no xadrez de Amorim, responsáveis por criar superioridade numérica e funcionar como avançados suplementares. Saelemaekers, com a sua explosividade, capacidade de ataque frontal e competência nas duas fases do jogo, parece ter o perfil ideal para a função. Em contrapartida, Bartesaghi poderá enfrentar maiores dificuldades de adaptação.

O meio-campo é uma incógnita, mas Jashari, pelas suas características, idade e abordagem, é apontado como um prospeto interessante para ser trabalhado pelo técnico português. No ataque, a flexibilidade entre o 3-4-2-1 e o 3-4-3 abre diferentes cenários. Uma linha de três médios ofensivos com Pulisic e Nkunku seria uma hipótese aliciante.

Já no que toca a Rafael Leão, a situação é complexa. O avançado português está de saída, após uma alegada rutura com o clube, que pretende vendê-lo. Contudo, caso não surja uma proposta financeiramente satisfatória, a chegada de Amorim poderá mudar tudo. Num sistema de 3-4-3, Leão poderia recuperar o seu espaço e influência. A possibilidade de o novo treinador o convencer a ficar não deve ser descartada.

Como será o Milan de Ruben Amorim?

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