Mamadou Sangaré - Foto: IMAGO

O Lens é um caso de estudo no futebol europeu. A capacidade dos Sang et Or para identificar talento a custo reduzido e rentabilizá-lo mais tarde por valores milionários transformou a sua gestão num modelo de sucesso financeiro e desportivo.

A estratégia do emblema francês assenta numa rede de prospecção cirúrgica. Abdukodir Khusanov é o exemplo mais impressionante desta visão. O defesa uzbeque foi contratado por apenas 450 mil euros e acabou vendido ao Manchester City por uns impressionantes 40 milhões.

Na mesma linha de investimento cirúrgico surge Neil El Aynaoui. O médio chegou ao clube por escassos 600 mil euros e saiu para a capital de Itália, mais concretamente a Roma, numa transferência de 23,5 milhões.

O rendimento financeiro do Lens estende-se a várias posições do terreno. O médio Mamadou Sangaré é o negócio mais recente e representou um dos maiores volumes: foi adquirido aos austríacos do Rapid Viena por 13 milhões de euros e vendido ao Brentford, de Inglaterra, por 48 milhões.

A frente de ataque também rendeu lucros significativos. O avançado internacional belga Loïs Openda, contratado em 2022 ao Club Brugge por 15,39 milhões de euros, rendeu 40 milhões com a sua saída para o Leipzig, um ano depois. Já no setor defensivo, Kevin Danso custou 8 milhões de euros em 2021, proveniente do Augsburgo, e deixou agora os cofres do clube por 25 milhões, juntando-se ao Tottenham.

O equilíbrio entre o rendimento desportivo e a sustentabilidade financeira consolida esta marca. O ex-FC Porto Seko Fofana tinha sido assegurado por 8,5 milhões de euros em 2020 e transferido, três anos depois, para os sauditas do Al Nassr, por 25 milhões de euros. Da mesma forma, Facundo Medina, custando 3,5 milhões de euros na compra ao Talleres, gerou uma venda de 20 milhões de euros já neste verão, com destino a Marselha.

A iniciar sessão com Google...