«Quero ganhar tudo o que for possível até o Seixas nos destruir a todos»
Tadej Pogacar já não compete apenas contra os seus rivais, mas sim contra a história do ciclismo. A vitória deste domingo na Liège-Bastogne-Liège confirmou, uma vez mais, que o esloveno se encontra num patamar reservado a poucos. Este domingo revalidou o título, alcançou a sua quarta vitória na prova e elevou para 13 o número total de 'Monumentos' conquistados na carreira.
A corrida ficou marcada por um momento simbólico de transição geracional. O jovem francês Paul Seixas, de apenas 19 anos, foi o único ciclista capaz de responder ao ataque demolidor de Pogacar em La Redoute. Nem Remco Evenepoel, que tentou agitar a corrida e terminou em terceiro, conseguiu acompanhar o ritmo. Seixas aguentou a roda do campeão do mundo durante vários quilómetros, mas acabou por ceder na Roche-aux-Faucons, onde Pogacar se isolou definitivamente. Ainda assim, o segundo lugar foi uma impressionante carta de apresentação para aquele que é apresentado já como o sucessor de Pogacar. E o esloveno sabe-o.
O próprio Pogacar não escondeu a surpresa com a performance do jovem adversário. «Em La Redoute fui a fundo, mas vi que o Seixas estava perto de mim no topo. Estou impressionado. «Ver o Paul entrar num pelotão tão forte e a um nível tão alto com apenas 19 anos motiva todos a continuar a melhorar. Quero ganhar tudo o que for possível antes que ele nos destrua a todos», avaliou.
Com este triunfo, Pogacar soma agora 13 vitórias nos cinco maiores clássicos do ciclismo: Milão-San Remo, Volta à Flandres, Paris-Roubaix, Liège-Bastogne-Liège e Giro di Lombardia. O seu palmarés inclui já quatro destes cinco Monumentos, faltando-lhe apenas a conquista da Paris-Roubaix para completar a coleção.
Apenas três ciclistas na história — Eddy Merckx, Roger De Vlaeminck e Rik Van Looy — venceram os cinco Monumentos. Pogacar aproxima-se a uma velocidade impressionante deste feito. Em 2026, já venceu três Monumentos: Milão-San Remo, Volta à Flandres e Liège-Bastogne-Liège. Na Paris-Roubaix, foi segundo, batido apenas por Wout van Aert, demonstrando que a vitória no «Inferno do Norte» é uma questão de tempo e oportunidade.