Fabio Quartararo está na Yamaha desde 2019     Fotografia Imago
Fabio Quartararo está na Yamaha desde 2019 Fotografia Imago

Quartararo falou pela primeira vez da transferência para a Honda

Francês revelou que conversou com várias equipas e explicou algumas das razões que o levaram a decidir-se pela Honda a partir de 2027, para onde leva um dos mecânicos da Yamaha, mas quer chegar «completamente renovado» à nova etapa da carreira

Esta quinta-feira, durante o dia de imprensa do Grande Prémio da Grã-Bretanha, Fabio Quartararo, campeão mundial de MotoGP de 2021, falou pela primeira vez aos meios de comunicação após a oficialização da sua transferência para a Honda na temporada de 2027.

Perante os repórteres em Silverstone, o atual piloto da Yamaha admitiu que a mudança para o outro fabricante japonês, que só acontecerá no início da nova temporada, é um «risco». Segundo o francês, de 27 anos, a razão para tal são as regras que serão introduzidas no próximo ano, que incluem os novos motores de 850cc e a transição do fornecedor de pneus da Michelin para a Pirelli.

Questionado sobre o que acredita que a Honda lhe pode oferecer, Quartararo respondeu: «Espero uma moto vencedora. Mas, claro, este é um capítulo que termina com a Yamaha».

«Passámos oito anos juntos. Os primeiros foram melhores que os últimos, mas temos tido conversas com equipas desde o ano passado e [agora finalmente] foi anunciado. Por isso, estou mesmo, mesmo feliz por me juntar à Honda e estou ansioso. Mas ainda nos restam onze corridas, por isso temos de nos manter concentrados nisso.», salientou

Os rumores de que Quartararo deixaria a Yamaha surgiram ainda na véspera dos testes de pré-temporada na Malásia, e o piloto natural de Nice confirmou que não houve negociações para um novo contrato com o seu atual fabricante.

«Passei toda a minha carreira no MotoGP com a Yamaha. Claro, estava extremamente feliz e grato à Yamaha. Mas, para mim era o momento certo para mudar. Um mecânico vai seguir-me da Yamaha, no entanto, quero chegar, como disse, completamente renovado, com pessoas novas e pessoas que já conhecem a marca [Honda].»

«Sabemos que eles também estiveram numa situação difícil, mas o crescimento que alcançaram nos últimos anos, o projeto que se avizinha no futuro, é algo que me fez querer ir para lá – e mais algumas coisas que não vos posso dizer», foi contando o gaulês que na passada temporada terminou o campeonato na nona posição.

«Acho que é muito difícil [saber quais os fabricantes que serão mais competitivos na próxima temporada]. As motos que funcionam agora, com todas as mudanças e especialmente com os pneus, talvez não funcionem no próximo ano. Por isso, claro, é uma aposta. Mas não diria que é uma aposta total, porque creio que há muitas coisas nos bastidores a considerar. Tivemos muitas reuniões com [diferentes] equipas, e com a Honda obtive respostas muito boas às minhas perguntas e isso fez-me querer dar este passo», finalizou Quartararo, que no escalão máximo da velocidade regista 144 Grandes Prémios, nos quais subiu 32 vezes ao pódio, onze delas no degrau mais alto.

No 78.º Mundial de 2026, no qual Silverstone será a 12.ª corrida das 22 que constituem o campeonato - a penúltima será o GP de Portugal a disputar-se no Autódromo do Algarve, em Portimão, Fabio Quartararo ocupa a 14.ª posição (55 pts) da classificação liderada pelo espanhol Jorge Martin (Aprilia), com 208. O melhor resultado do francês foi um 5.º lugar no GP da Catalunha.

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