Igor Julião, um dos destaques do Marítimo - Foto: Gregório Cunha/LUSA
Igor Julião, um dos destaques do Marítimo - Foto: Gregório Cunha/LUSA

Quando um génio está endiabrado, nem uma 'carraça' faz a diferença: as notas do Marítimo

Igor Julião travou um duelo que fez faísca com Prestianni e esteve em destaque no melhor momento dos insulares na partida. Irreverência espanhola apagou-se na segunda parte

Alfonso Pastor ainda defendeu um primeiro remate perigoso de Prestianni, mas não conseguiu evitar uma recarga em forma de foguete de Barreiro, logo aos 7'. Sem hipóteses nos dois golos sofridos na segunda parte.

A figura: Igor Julião

O lateral direito maritimista foi um adversário à altura do génio de Prestianni. Julião até venceu os dois primeiros duelos com o argentino, antes de o ter perdido de vista no lance que deu origem ao primeiro golo do Benfica. Compensou a diferença técnica com muita fisicalidade e coração e não teve problemas em travar as jogadas em faltas, até receber o cartão amarelo. Esteve mais solto ofensivamente na segunda parte, mais por dentro, face à largura dada por Limbombe e o apoio de Guzzo. Boa resposta a um desafio de alto nível.

Paulo Henrique teve menos trabalho defensivo no corredor esquerdo, especialmente após a saída de campo de Bah. O lateral pressionou muitas vezes no meio-campo encarnado, deixando, por vezes, espaço nas costas.

Os maritimistas pressionaram em 4x4x2 com Guzzo a juntar-se a Butzke na primeira linha de pressão. O criativo dos insulares, mais descaído para o corredor direito, foi um dos protagonistas do melhor momento dos maritimistas na partida, com inúmeros cruzamentos venenosos.

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Danilovic esteve mais discreto, mas foi o elemento do trio de meio-campo que mais segurança emanou na circulação de bola. Uma desatenção de Rodrigo Andrade a meio-campo custou caro e deu origem ao terceiro golo encarnado.

No ataque, esforço foi a palavra de ordem. Martin Tejón, na primeira parte, e Limbombe, na segunda, foram os faróis ofensivos dos insulares, que chegaram ao reduto do adversário, mas nunca conseguiram finalizar.

O extremo espanhol apresentou bons pormenores na primeira parte, mas a luz da irreverência apagou-se na segunda, à semelhança de Butzke. Boa primeira parte, ainda assim, do ponta de lança, que se ofereceu ao jogo, mesmo mais recuado no terreno.

Começou com uma boa recuperação de bola, iniciou várias transições rápidas, mas foi perdendo gás.

As notas do Marítimo

Alfonso Pastor (5); Igor Julião (6), Rafael Fernandes (5), Romain Correia (4) e Paulo Henrique (5); Raphael Guzzo (6), Rodrigo Andrade (4) e Danilovic (6); Limbombe (4), Adrian Butzke (4) e Martín Tejón (5). Ayuma (5), Bamba (5), Boakye (5), Nilton Varela (5), Maxime Dominguez (5)


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