Em Viseu acredita-se que nunca é tarde para ser-se feliz
As dores de crescimento são absolutamente naturais — afinal, o Académico de Viseu há muito que não andava na alta roda do futebol português, onde voltou, esta época, 37 anos depois da última aparição — e, dessa forma, o caminho terá de ser feito com calma e, acima de tudo, assente em bases sólidas.
Essa parece ser, efetivamente, a realidade dos beirões neste arranque de temporada, mas também não é menos verdade que as vitórias ajudam sempre. Como em qualquer circunstância, de resto. O percurso é árduo, há vários obstáculos que têm de ser ultrapassados, mas tudo pode tornar-se (ligeiramente) mais simples quando o clique surgir. E falar em clique, especialmente neste contexto, é falar, naturalmente, de um triunfo que potencie ainda mais a confiança de um plantel.
O Académico de Viseu até surpreendeu na jornada inaugural do campeonato, ao empatar no Estádio da Luz, diante do Benfica, a duas bolas, ao que se seguiu o primeiro desaire, na receção ao Santa Clara (0-1). E o embate seguinte, apesar de redundar na conquista de mais um ponto, teve sabor... agridoce: empate no terreno do Marítimo (2-2), mas num jogo em que a formação orientada por Bruno Pinheiro teve dois golos de vantagem e acabou por ver a vitória voar.
O confronto com o FC Porto foi resolvido cedo pelos dragões, que ainda antes do intervalo já tinham chegado aos três golos com que brindaram os beirões, pelo que a deslocação ao Minho, amanhã à noite (20h30), dá aos academistas mais uma oportunidade para sorrirem em absoluto pela primeira vez na época. Nunca é tarde para ser-se feliz e em Viseu acredita-se que é possível somar três pontos no terreno do Gil Vicente.