Pugilista Hannah Rapp morreu atropelada
A pugilista norte-americana Hannah Rapp, de 26 anos, morreu ontem no Texas, vítima de um atropelamento enquanto andava de bicicleta.
De acordo com o gabinete do xerife do condado de Brazos, a atleta foi ultrapassada por um automóvel que, subitamente, parou e fez marcha-atrás, colhendo-a. O condutor do veículo foi detido e acusado de homicídio por negligência.
Natural do Indiana, Rapp tinha um passado no atletismo antes de transitar para o boxe. Tornou-se profissional em 2024, conciliando a carreira desportiva com um emprego a tempo inteiro como inspetora de segurança contra incêndios.
Em junho, a pugilista disputou o título de campeã mundial de peso leve do WBC, tendo sido derrotada por Tiara Brown em Orlando. O seu registo profissional ficou fixado em 8 vitórias, 1 derrota e 1 empate.
Mauricio Sulaiman, presidente do WBC, lamentou a perda numa declaração: «Ela era uma pugilista excecional, mas, acima de tudo, um membro inestimável da nossa família do boxe».
A sua última adversária, Tiara Brown, recordou Rapp como a «melhor parceira de dança» que alguma vez enfrentou como profissional. Brown partilhou um episódio curioso, revelando que Rapp lhe pediu um autógrafo antes do combate. «Encheu-me o coração, porque estávamos a preparar-nos para a guerra e, mesmo assim, ela estava a pedir-me o autógrafo», afirmou Brown. «Travámos um grande combate. Foi uma honra partilhar o ringue com ela».
Também a sua promotora, a Most Valuable Promotions, emitiu um comunicado, sublinhando o impacto que a atleta teve. «A Hannah deixou uma impressão duradoura em todos os que tiveram a oportunidade de a conhecer. Era uma atleta talentosa, um membro valioso da comunidade do boxe e alguém profundamente respeitado por quem a rodeava. Estamos gratos por termos partilhado uma parte da sua jornada e iremos honrar a sua memória nas próximas semanas».