Prestes a fazer 40 anos, Sergio Ramos está mais perto de uma retirada forçada
Aos 39 anos, prestes a completar 40 no dia 30 de março de 2026, Sergio Ramos sente-se fisicamente apto para continuar a competir ao mais alto nível. O defesa espanhol, que se encontra livre no mercado, enfrenta um dilema: aceitar uma das várias propostas que tem em mãos ou colocar um ponto final numa carreira recheada de sucessos, uma opção que não deseja, garante a Marca.
O cenário ideal para o central seria terminar a carreira no Sevilha, mas os atuais dirigentes do clube andaluz fecharam-lhe essa porta. Esta recusa força o jogador a ponderar outras opções, que incluem propostas na Europa, incluindo uma de Espanha, e do Médio Oriente, nomeadamente do Qatar e da Arábia Saudita.
Contudo, a decisão não é simples. Em Espanha, Ramos recusa-se a jogar por outro clube que não o Real Madrid ou o Sevilha. Já as ofertas do estrangeiro implicariam afastar-se da família, que é atualmente uma das suas principais prioridades. Espera-se que uma decisão sobre o seu futuro, seja qual for, seja anunciada em breve. O defesa não joga desde o final do ano passado, altura em que anunciou a saída do Monterrey, no México.
A recusa do Sevilha foi justificada pelo presidente do clube, Del Nido Carrasco, que invocou uma «incompatibilidade». O dirigente explicou que o regresso de Ramos foi vetado devido ao envolvimento do jogador na empresa Five Eleven Capital, que apresentou uma opção de compra preferencial para adquirir o clube.
Em declarações à Canal Sur Radio, o presidente detalhou a sua posição: «O Sergio ofereceu-se para voltar, mas a entidade rejeitou a proposta.» Segundo Carrasco, a situação poderia levar a um conflito de interesses. «Poderia dar-se o caso de o dono ser treinado por outros funcionários da entidade. Decidi que era incompatível e por isso o Sergio não joga no Sevilha», afirmou.
O presidente do Sevilha assumiu total responsabilidade pela decisão, acrescentando: «Não temos limite [salarial] e o Sergio Ramos não poderia ter jogado de graça. A decisão é minha. Não teve nada a ver com nenhuma pessoa que trabalha no clube, incluindo a direção desportiva.»
Apesar do sonho frustrado de se retirar no Sevilha, onde muitos acreditam que ainda teria muito a acrescentar, o futuro de uma das maiores figuras da história da seleção espanhola, do Real Madrid e do próprio Sevilha continua em aberto. Resta saber se o veremos em campo por outra equipa ou se assistiremos ao fim da carreira de um mito do futebol.
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