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Pôs Canal do Panamá na rota do Mundial e lesionou-se a festejar golo
A história de José Fajardo no mundo do futebol começou a ser contada mais tarde do que é costume. O ponta de lança já tinha 24 anos quando iniciou a carreira sénior, mas ainda foi a tempo de tornar-se um dos heróis do Panamá. A que se deveu este atraso? A resposta encontramo-la no Canal do Panamá.
Era nesse canal artificial com 77,1 quilómetros, que liga o oceano Atlântico ao oceano Pacífico e que constitui um marco no comércio marítimo internacional, que o avançado trabalhava para sustentar a família antes de se aventurar no desporto rei.
«A vida não é fácil, é preciso sofrer. Quero ser um exemplo para as crianças da minha terra», partilhou sobre o facto de ter adiado o sonho de brilhar dentro das quatro linhas.
Cumpriu o sonho mais tarde, dando os primeiros passos no Independiente de La Chorrera. Seguiram-se passagens pela Arábia Saudita, Equador e Peru, além de uma experiência na MLS, ao serviço do DC United.
A nível internacional, Fajardo foi fundamental para a qualificação do Panamá para o Mundial dos EUA, do México e do Canadá, reforçando o papel de herói nacional que já trazia de outras paragens — escusado será dizer que sabe fazer estragos na América do Norte, como deixou claro na Copa América 2024, ao marcar golos importantes contra os anfitriões (seleção norte-americana) e a Bolívia.
A jogar no Equador desde 2024, na Universidad Catolica, o avançado fez soar os alertas em fevereiro deste ano, durante um encontro com o Juventud do Uruguai, a contar para a Libertadores. Tudo porque se lesionou... a festejar.
O atacante não se conteve ao bisar na partida, tentou deslizar na relva, mas não mediu bem o movimento e acabou por bater com força com os joelhos no campo, caindo com queixas. Tentou recompor-se, mas teria mesmo de abandonar o encontro. Não passou de um susto, mas talvez seja melhor repensar os festejos no Mundial...
Este artigo partiu do perfil de José Fajardo que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.