Portugal viaja este domingo para El Salvador com vitória na Taça Davis em mente
A Seleção Nacional de ténis parte este domingo para Santa Tecla, onde defronta a equipa da casa nos dias 19 e 20, numa eliminatória do Grupo Mundial II da Taça Davis. O capitão Rui Machado mostra-se confiante, apesar de jogar fora, e assume o favoritismo de Portugal.
A equipa portuguesa, composta por Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha e Francisco Cabral, prepara-se para um confronto inédito contra El Salvador. Rui Machado, o selecionador nacional, não tem dúvidas quanto às ambições da equipa, afirmando que, apesar do favoritismo, é preciso demonstrar a superioridade em campo.
«Vamos com a melhor equipa de Portugal no momento, que é uma das melhores da história», declarou Rui Machado, sublinhando que o objetivo é claro: «Para mim, como capitão, só há um caminho, o de vencer esta eliminatória».
A comitiva lusa é liderada por Nuno Borges, o número um nacional e 41.º do ranking ATP, que representará Portugal pela 10.ª vez. A ele juntam-se Jaime Faria (72.º ATP), quarta convocatória, e Henrique Rocha (120.º ATP), que se destaca por um registo imaculado de quatro vitórias em quatro jogos na competição, incluindo um triunfo histórico sobre o norueguês Casper Ruud, então número 2 mundial. O especialista de pares, Francisco Cabral (35.º na variante), completa o quarteto.
Do outro lado da rede, a equipa de El Salvador, capitaneada por Lluis Miralles, tem como principal figura o veterano Marcelo Arevalo, de 35 anos, atual número seis mundial de pares e com uma vasta experiência de 39 eliminatórias disputadas. O restante elenco é composto por jovens com pouca expressão no ranking de singulares: Juan Carlos Fuentes Vasquez (2162.º ATP), Cesar Cruz (19 anos) e Diego Duran (21 anos).
Apesar de esta ser a sétima eliminatória consecutiva fora de casa, um fator que Rui Machado considera «determinante na Taça Davis», o capitão acredita na qualidade dos seus jogadores. «É sempre melhor jogar contra uma equipa menos cotada. (...) É a nossa qualidade que vamos ter de demonstrar», reforçou.
O encontro será disputado em piso rápido (Nova Acrylic Combination Surface System), uma condição que, teoricamente, poderá favorecer a equipa da casa. No entanto, Machado mostra-se cauteloso: «A experiência diz-nos que só se vê a velocidade do piso quando lá chegamos. (...) Acredito que sejam condições rápidas».
O selecionador recordou ainda as dificuldades históricas de jogar fora, mas também os sucessos recentes, como as vitórias sobre o Mónaco e a Áustria. «Se olharmos para os últimos 20 ou 25 anos, vemos a dificuldade que tem sido ganhar jogos fora de casa na Taça Davis. Já tivemos boas vitórias fora de casa», concluiu, confiante na capacidade da sua equipa para superar os desafios da longa viagem, do jet-lag e da adaptação às condições locais.