«Portugal é o meu país, mas Itália é a minha casa»
Paulo Sousa alcançou o olimpo pela primeira vez ao serviço da Juventus, em 1995/1996. O antigo médio dos bianconeri recordou a conquista da UEFA Champions League em entrevista ao Tuttosport: «Foi uma das maiores conquistas da minha carreira de futebolista. Vencer a competição mais importante apesar de uma lesão no joelho que podia ter-me custado o resto da carreira.»
O atual técnico de 55 anos recordou com nostalgia o percurso em Turim, entre 1994 e 1996: «Era muito novo, mas hoje sei que provavelmente foi o melhor balneário do qual já fiz parte. Teve um impacto enorme na minha vida.» Paulo Sousa elogiou o «amigo eterno» Michelangelo Rampulla e recordou a relação «especial» com o icónico Gianluca Vialli.
«Quem é que ia imaginar que ele ia vender o seu apartamento para comprar um ao meu lado. Passávamos horas a falar sobre futebol. Era um líder carismático, engraçado, disciplinado e metódico», recordou.
Paulo Sousa rumou em 1996 ao Borussia Dortmund, tendo conquistado a UEFA Champions League logo na primeira época. O médio luso, ainda assim, regressou em Itália um ano e meio depois para representar Inter, entre 1998 e 1999, e o Parma, em 2000.
O futebol italiano deixou marcas no técnico luso: «Portugal é o meu país, a minha pátria, mas Itália é a minha casa. Ajudou-me a crescer como profissional e pessoa.» Paulo Sousa considera que partilha «a forma italiana de viver o futebol e a vida.»
Vida nos Emirados e elogios a internacional lusoP
Paulo Sousa abandonou o Shabab Al Ahli após duas temporadas no clube dos Emirados Árabes Unidos. O técnico luso refletiu sobre a experiência no clube: «Vi o potencial de ganhar tudo, isso fez com que aceitasse o projeto. Ganhámos quatro títulos numa época, batemos recordes e chegámos à final da AFC Champions League.»
O futebol no país, ainda assim, diverge em aspetos fulcrais do futebol europeu: «Com o tempo as diferenças vão encurtar, mas assentam nas infraestruturas e mentalidade profissional. Na Europa os jogadores desenvolvem-se como profissionais desde tenra idade enquanto nos Emirados muitos jogadores perseguem outras carreiras.»
Questionado sobre se, terminada a experiência no Al Ahli, gostaria de treinar a Juventus, Paulo Sousa deixou a porta aberta: «É um dos melhores clubes do mundo e tive a sorte de vencer com eles. O que sei é que quero treinar clubes e equipas que tenham a mesma mentalidade, ambição e desejo de ganhar títulos.»
Na Juventus pontifica atualmente o luso Francisco Conceição. Convidado a comparar o espalha brasas a Federico Chiesa, que lançou na Fiorentina, Paulo Sousa salientou as «diferentes características» dos jogadores» e a «mesma ambição de ganhar». «O Federico é melhor a jogar perto da baliza, de costas para a baliza, com disponibilidade para diagonais e passes verticais. É obcecado com marcar. O Francisco tem a mesma irreverência, está a crescer taticamente e é muito bom em situações de 1x1. Pode mudar qualquer partida», explicou.
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