Imagem da área desportiva em Fão - Foto: D. R.

Polémica no Leixões: suspeitas de falsificação e irregularidades no Complexo de Fão

Em comunicado emitido esta sexta-feira, a empresa imobiliária 'Atlantiprestígio' revela que financiou as obras e acusa a 'Play-Fair' de prometer vender o complexo à Leixões SAD no dia do arresto

O enredo judicial e financeiro em torno da Leixões Sport Clube Futebol, SAD, da Play-Fair e do seu presidente André Castro ganhou este dia 23 de outubro novos capítulos, um deles esta noite. Em comunicado oficial, a Atlantiprestígio - Imobiliária, S.A. veio a público expor a sua versão sobre o negócio do Complexo Desportivo de Fão, denunciando irregularidades na gestão e prometendo defender o seu investimento nos tribunais.

Segundo a empresa imobiliária, o Complexo de Fão foi adquirido com financiamento do empresário Anderson Fellipe Gonçalves — uma das partes que avançou com a providência cautelar de arresto de bens —, enquanto a requalificação e a compra dos terrenos adjacentes foram totalmente suportadas pela Atlantiprestígio.

«A Play-Fair não empregou meios financeiros próprios em qualquer destas operações», assegura a nota, explicando que o imóvel continua registado em nome da Play-Fair e nunca chegou a ser integrado na FTC (Fão Training Center, Lda.), empresa criada para gerir a infraestrutura.

A Atlantiprestígio revela ainda que foi deliberada a sua exclusão da FTC numa assembleia geral em agosto de 2026, decisão que já impugnou judicialmente. A imobiliária alega que a votação assentou numa carta de representação da sociedade Bright Heights cuja emissão foi desmentida por escrito pelo próprio gerente, estando anunciada uma queixa-crime.

Para adensar a polémica, a nota de imprensa dá conta de um negócio realizado no próprio dia das decisões judiciais: «Em 21 de outubro de 2026, curiosamente no mesmo dia em que foram proferidas as decisões de arresto, a Play-Fair, Lda., representada pelo Sr. André Castro, prometeu vender o Complexo Desportivo de Fão à Leixões Sport Clube Futebol, SAD, também representada pelo Sr. André Castro.»

A fechar a declaração, a administração da Atlantiprestígio garante que irá «defender o seu investimento por todos os meios legais», reordenando o tabuleiro num dos processos mais sensíveis da atualidade do futebol nacional.

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