Griffin Colapinto: «Este é um dos melhores dias da minha vida, as ondas de Supertubos são incríveis»
Griffin Colapinto conquistou, pela terceira vez, a etapa de Peniche do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL). Ao bater o tricampeão mundial Gabriel Medina na final desta sexta-feira, o surfista norte-americano tornou-se no recordista isolado de triunfos em águas portuguesas e não escondeu a forte emoção pelo feito alcançado.
«Este é com certeza um dos melhores dias da minha vida. Uma tarde tão bonita, as ondas perfeitas e vencer o Gabriel Medina na final... O que mais se pode pedir?», destacou o californiano após reeditar os sucessos alcançados em 2022 e 2024 na Praia de Supertubos.
Perante uma moldura humana superior a 50 mil espetadores — de acordo com os dados da Proteção Civil avançados pela organização —, a derradeira bateria masculina proporcionou um espetáculo de alto nível. Colapinto somou 17,60 pontos nas suas duas melhores ondas (9,43 e 8,17), superando os 16,77 pontos registados por Medina (8,57 e 8,20), que já havia erguido o troféu em Portugal no ano de 2017.
«É curioso, estava a pensar nisso quando entrei na prova. Sabia que o Ítalo [Ferreira] também tinha ganho aqui duas vezes. É fantástico ser o primeiro a alcançar tantas vitórias neste local. É um sítio muito especial no meu coração», sublinhou o surfista de 28 anos, natural de San Clemente, reforçando a ligação afetiva que mantém com Peniche. «Toda a gente é muito acolhedora, sinto-me em casa. As ondas são incríveis, faz lembrar a Califórnia em vários aspetos e até tem bons campos de golfe. Estou apaixonado.»
Griffin revelou ainda que a sua rotina de concentração começou precisamente em paragens lusas. «Comecei a meditar nas dunas há alguns anos. Na segunda vez que venci aqui, meditei e esse foi o primeiro evento em que adotei essa rotina antes das baterias. Acho que há algo especial ali, deixa-me a mente pronta para competir», explicou.
Com este resultado no Meo Rip Curl Pro Portugal — a 10.ª e antepenúltima etapa do Championship Tour e única disputada na Europa —, Colapinto subiu três lugares e ocupa agora a terceira posição do ranking mundial. A tabela continua a ser liderada pelos brasileiros Yago Dora e Ítalo Ferreira (ambos eliminados nas meias-finais em Peniche), com Gabriel Medina no quarto posto e Miguel Pupo a fechar o grupo dos cinco primeiros.
«Para as duas últimas etapas, o meu grande objetivo é conquistar o título mundial. Contudo, amanhã [sábado] tenho de acordar focado e regressar ao meu processo de trabalho árduo e disciplina», projetou Griffin, cuja família viveu dias de ouro em Portugal. Recentemente, a 12 de outubro, o irmão mais novo, Crosby Colapinto (25 anos), venceu o EDP Ericeira Pro, na Praia de Ribeira d'Ilhas, referente às Challenger Series.
No quadro feminino, a vitória pertenceu à australiana Molly Picklum, campeã mundial em título, que assegurou o seu primeiro triunfo em solo português ao superar a norte-americana Caitlin Simmers no confronto decisivo.
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