Pochettino: «Temos de elevar o nosso nível contra Portugal»
Mauricio Pochettino, selecionador dos Estados Unidos, desvalorizou a pesada derrota por 2-5 frente à Bélgica, descrevendo o resultado como «doloroso», mas útil na preparação para o Mundial 2026. O técnico argentino admitiu que faltou agressividade à sua equipa, mas preferiu focar-se nos aspetos positivos, tendo já o foco no próximo particular com Portugal.
«Às vezes, sentir a dor é bom», afirmou o ex-Tottenham. «É verdade que contra a Bélgica perdemos por 2-5 e, a partir daí, não se pode dizer nada que convença as pessoas de que há coisas positivas. Mas penso que há demasiadas coisas positivas que estamos a ver no balneário e é melhor que este tipo de resultados aconteça agora», explicou.
Apesar de a equipa norte-americana ter chegado a este encontro particular vinda de três vitórias consecutivas e sem perder desde setembro, o selecionador encontrou motivos para otimismo, especialmente na primeira parte, período em que considerou que a sua equipa foi superior à Bélgica.
Pochettino apontou a falta de intensidade como um dos principais problemas. «Não fomos suficientemente agressivos», analisou, sublinhando a lentidão dos seus médios a pressionar os adversários e a falta de apoio ao lateral-direito Tim Weah, que sentiu dificuldades para travar Jérémy Doku. «No momento em que igualámos a intensidade da Bélgica, estivemos ao mesmo nível ou fomos melhores. O problema foi manter essa intensidade».
O técnico argentino acrescentou que a eficácia na finalização foi outro fator decisivo. «Nas áreas cruciais, não tivemos a energia certa. Estivemos muito mais no último terço, tivemos melhores números. Mas eles [a Bélgica] foram muito decisivos». Ainda assim, Pochettino defendeu a exibição geral da equipa. «É apenas um jogo. Um jogo em que nada correu a nosso favor. Estou desapontado com o resultado, mas, vendo a exibição, não podemos dizer que algum jogador não esteve ao seu nível.»
A seleção dos EUA terá agora pouco tempo para recuperar, pois defronta Portugal já na próxima terça-feira, num novo jogo particular que se realizará também em Atlanta. «Claro que estamos a jogar contra duas equipas, Bélgica e Portugal, em que queríamos sentir isto. Nunca pensámos que [jogar contra] Bélgica e Portugal ia ser fácil. Sabíamos que tínhamos de sofrer e que nos ia mostrar um pouco a realidade. Temos de continuar a pensar que vamos jogar contra outro adversário, Portugal, que nos vai colocar a mesma ou maior exigência e que temos de elevar o nosso nível se quisermos ser competitivos», afirmou Pochettino.
Curiosamente, Rudi Garcia, selecionador da Bélgica, partilhou de uma opinião semelhante, argumentando que os EUA «são melhores do que o resultado desta noite». O técnico belga admitiu: «Começámos mal, mas também porque os EUA foram mais agressivos do que nós». Garcia mostrou-se, no entanto, «muito satisfeito» com a reação da sua equipa após o golo sofrido e com a qualidade ofensiva demonstrada na segunda parte.