Rodrigo Conceição e Sérgio Conceição no FC Porto em 2022 (Foto: Rui Raimundo/ASF)
Rodrigo Conceição e Sérgio Conceição no FC Porto em 2022 (Foto: Rui Raimundo/ASF)

«Pior momento» da carreira de Sérgio Conceição envolveu o filho no FC Porto

Treinador português recorda episódio com Rodrigo, assim como a formação de «uma carapaça, que para alguns transmite, se calhar, uma pessoa muito efusiva, algo arrogante»

Sérgio Conceição contou que a exclusão do filho Rodrigo Conceição de um estágio no FC Porto «foi, se calhar, o pior momento» da «vida profissional».

«Quando treinei o Rodrigo tive uma vez um episódio em que tive que lhe dizer, no dia anterior, que ele não seria convocado para estágio. Foi se calhar o pior momento da minha vida profissional, nesta gestão pai/treinador», disse ao podcast Extra Time, do canal árabe Koora Break. 

O técnico português recorda vivamente as expectativas que Rodrigo tinha e que acabaram por ser goradas. 

«Foi em casa, ele estava a preparar a mala com uma vontade, um brilho nos olhos incrível, e depois tive que ter uma conversa com ele e explicar-lhe. Foi um momento extremamente difícil, marcante para mim», disse, Conceição, que treinou Rodrigo na equipa principal do FC Porto na época 2022/23.

Perda do pai aos 16 anos e da mãe aos 18 

Sérgio Conceição teve dois dos maiores desafios da carreira logo no início da mesma, primeiro, com a morte do pai aos 16 anos, «um dia depois de assinar contrato com o FC Porto». 

«Foi um momento forte, muito difícil na minha vida. Lembro-me que dessa situação começou a nascer um miúdo um bocadinho diferente, na forma como via os obstáculos, a dificuldade, da forma como olhava para os desafios que iam surgindo ao longo da vida», completou.

Infelizmente, quando Sérgio jogava no Penafiel, dois anos depois, morreu a sua mãe.

«Nesse período houve momentos muito difíceis de ultrapassar, mas foi também com a ajuda do futebol e das pessoas que fui encontrando no futebol que consegui sair desses momentos mais escuros, olhar para aquilo que eu achava que era absolutamente essencial, que era estar focado a 1000% no que eu queria e sonhava enquanto jogador, e foi assim que fui construindo uma carapaça, que para alguns transmite, se calhar, uma pessoa muito efusiva, algo arrogante, difícil de lidar, exatamente porque se calhar a vida proporcionou-me algumas situações em que, numa guerra, entre aspas, temos de ser determinados, ambiciosos, trabalhadores e ultrapassar essas dificuldades», contou. 

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