Petro gere cargas, Porto do Lobito surpreende no nacional feminino de andebol
O Petro de Luanda somou duas vitórias nesta fase — sobre o Benga Futebol Clube e, depois, um triunfo claro por 25-15 diante do Bravos do Maquis. Ainda assim, o treinador Nelson Catito prefere manter os pés no chão. Segundo o técnico, a exigência acumulada na Taça das Taças, em Kinshasa, ainda se fez sentir nos primeiros jogos em Luanda. «Aquele volume de trabalho que trazíamos de Kinshasa ainda estava muito presente nestes jogos. Ele vai caindo à medida que os dias passam sem treino de carga, até voltarmos à forma ideal. Por isso, estes dois jogos serviram quase como uma preparação para a fase que se segue», disse.
Com o foco já no duelo decisivo contra o Electro do Lobito — que deverá definir o primeiro lugar do grupo e confirmar o apuramento para as eliminatórias —, a equipa técnica tricolor prepara-se para um calendário implacável: seis jogos em apenas oito dias.
Se do lado das petrolíferas a gestão de esforço é a palavra de ordem, na Casa do Pessoal do Porto do Lobito o sentimento é de dever cumprido e ambição reforçada. Sob o comando de Manuel Alexandrino, a formação que viajou do Lobito para a capital entrou na fase principal do Nacional com duas vitórias nas primeiras duas jornadas.
Alexandrino destacou a importância de uma preparação minuciosa para enfrentar o nível exigido nesta etapa.«Sabíamos perfeitamente que a fase principal seria muito complicada, onde cada jogo equivale a uma autêntica final. Fizemos o trabalho para casa para conseguir surpreender os nossos adversários. Entrar a ganhar é fundamental para duplicar a motivação intrínseca das atletas», diz Manuel Alexandrino.
A estratégia da CPPL passou por tirar partido da fase de adaptação e alguma apatia inicial dos adversários nas primeiras jornadas, garantindo pontos preciosos que deixam a equipa com meio caminho andado rumo aos objetivos definidos para a prova.