Pedro Henriques analisa Arouca-Benfica: penálti bem assinalado e outro por marcar
4': Mão. Após cruzamento, a bola é cabeceada por Iván Barbero, indo diretamente à mão direita de António Silva, que tinha o seu braço aberto, fora do plano do corpo, com volumetria extra, em posição não natural, e que intercetou a trajetória da bola. Penálti bem assinalado após intervenção VAR.
17’: Puxou. Dahl cruzou e Fontán, com a mão direita no ombro direito de Pavlidis, que estava na frente e com a posição ganha, agarra e puxa, fazendo-o cair. Não só o impediu de disputar a bola, como foi o próprio que cortou o esférico. Penálti que ficou por assinalar a favor do Benfica.
24’: Ataque prometedor. Javi Sánchez carregou, com o corpo e de forma ilegal, Rafa, numa falta mesmo à entrada da área, cortando uma jogada de perigo. Lance na direção da linha lateral, com desenquadramento da baliza, não sendo oportunidade clara. Amarelo certo.
36’: Fora de tempo. Quando Diogo Monteiro estica a sua perna esquerda, já a bola não está lá, acabando por entrar de sola no pé direito de Andreas Schjelderup. Uma infração enquadrada na negligência passível de cartão amarelo, que acabou por não ser mostrado.
45’: O árbitro deu quatro minutos de tempo adicional, recuperação de tempo perdido; além do cartão amarelo, foi sobretudo pelo momento de ida ao monitor, após chamada do VAR, para analisar o penálti a favor do Arouca, na sequência da mão de António Silva.
45+5’: Iván Barbero foi corretamente advertido por agarrar de forma persistente e evidente Andreas Schjelderup quando este saía em contra-ataque. Falta tática e comportamento antidesportivo que foram devidamente sancionados.
48’: Agarrão. Lee Hyunju agarrou, com a mão direita, a camisola de Rafa, puxando de forma persistente e ostensiva o jogador do Benfica, impedindo, assim, a saída em contra-ataque. Tratou-se de uma falta tática quee visou parar e destruir a jogada. Cartão amarelo bem exibido.
59’: O árbitro mostrou cartão amarelo a António Silva em função dos protestos, palavras e gestos, após assinalar uma falta atacante cometida por Richard Ríos, que também viu cartão amarelo, não pela falta, mas pela forma persistente como protestou com o assistente que sinalizara a infração.
77’: Pablo Gozálbez, por trás, agarra e puxa a camisola de Prestianni, travando, desta forma, a progressão em velocidade do avançado argentino das águias. Cartão amarelo bem mostrado.
80’: Cartão amarelo mostrado a De Arruabarrena, guarda-redes do Arouca, por demorar na reposição de bola, aquando da execução de um pontapé de baliza.
90’: O árbitro deu seis minutos de tempo adicional, em função das incidências no tempo regulamentar; os quatro cartões amarelos que mostrou no segundo tempo, as quatro paragens para substituições, durante as quais entraram nove jogadores, bem como o segundo golo do Benfica.
90+7’: Expulsos. Cartão vermelho bem mostrado a Dedic e a Trezza por conduta violenta mútua. Ambos agarraram-se e empurraram-se de forma agressiva e ameaçadora, levando ao ajuntamento de jogadores para os separar. Expulsões foram corretas.
90+9': No cartão amarelo mostrado a Pavlidis fica a ideia de que foi por comportamento antidesportivo. As imagens não são esclarecedoras em relação ao motivo.
90+11': Cartão amarelo mostrado a Anatoly Trubin por demorar a repor a bola em jogo. Esta perda de tempo foi bem sancionada disciplinarmente.
90+12': Cartão amarelo mostrado a Prestianni por derrubar, com um takle junto à linha lateral, Espen van Ee, de forma negligente. O médio dos lobos também deveria ter sido advertido, uma vez que depois de sofrer a falta ter empurrado o seu infrator, num comportamento que foi claramente antidesportivo.
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