Prestianni cruzou, Ivanovic marcou — os dois fizeram depois a festa — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Prestianni cruzou, Ivanovic marcou — os dois fizeram depois a festa — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Há vida em Ivanovic (as notas do Benfica)

Avançado já tinha sido decisivo no clássico e ofereceu vitória aos 90+6'. Leandro Barreiro, que marcou contra o FC Porto, esteve na origem do golo da reviravolta. Schjelderup saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.
Melhor em campo — Ivanovic (7)
Tinha dado sinais, no clássico, de que as notícias da morte dele tinham sido, claramente, exageradas. Ofereceu, então, o golo do empate a Leandro Barreiro. Seis dias depois do clássico voltou a ser decisivo, 87 dias depois voltou a marcar pelo Benfica. Gesto técnico de matador — remate cruzado de primeira após centro largo de Prestianni. Estava no sítio certo para fazer o que se pede a um bom avançado. Entrou bem no jogo. Aos 76’ segurou bem uma bola na área, para dar seguimento a lance perigoso. Aos 87’ rematou, mas a bola foi desviada para canto. Há vida, afinal, em Ivanovic e, com isso, continua o Benfica a viver.

Trubin (6) — Quase sem aquecer e já tinha sofrido um golo. Atirou-se para a direita, Barbero rematou para o lado contrário. Aos 39’ apanhou um valente susto — Barbero cabeceou entre Tomás Araújo e Bah e a bola saiu perto do poste direito, ainda se atirou, mas nunca defenderia a bola. Mais em jogo na segunda parte. Aos 48’ desviou para canto um remate de Lee na pequena área, quando todos estavam a ver o segundo golo do Arouca. Aos 82’ defesa difícil, em voo, a travar disparo acrobático de Dylan e, logo de seguida, agarrou cabeceamento fraco de Puche.

Bah (5) — Pareceu soltinho e leve, começou a aparecer no ataque a partir dos 15’. Aos 32’, sozinho na pequena área, no canto mais distante ao canto apontado por Lukebakio, cabeceou ao lado do poste direito, quando deveria ter feito melhor por estar sem oposição. Aos 39’ viu Barbero cabecear com perigo e perto do fim da primeira parte, num passe longo, isolou Rafa. Menos influente e sem fôlego para a segunda parte. Saiu aos 73’.

António Silva (4) — No primeiro minuto, estava a cortar uma bola de cabeça, aos 3’ tentou cortar de cabeça, mas fê-lo com a mão — penálti. Sentiu dificuldades com Barbero, ganhou e perdeu lances, tentou passes longos. Em dificuldades físicas, num passe errado, ofereceu a possibilidade de o Arouca marcar aos 70’. Substituído, insatisfeito, aos 73’.

Tomás Araújo (4) — Barbero também lhe causou problemas, aos 39’ deixou o avançado cabecear com perigo. Aos 85’ também permitiu que Nandín cabeceasse com perigo. Menos eficaz no passe longo, tentou duas finalizações na área, sem sucesso.

Dahl (5) — Mesmo nem tudo saindo bem, foi dos poucos com intensidade de início ao fim. Desequilibrou em três ações ofensivas, embora sem consequências positivas para a equipa.

Galeria de imagens 45 Fotos

Richard Ríos (4) — Precipitou-se muitas vezes, a bola parecia queimar quando foi pressionado, tomou muitas decisões más, errou passes, jogou poucas vezes de frente para o adversário, foi incapaz de queimar metros com bola. Andou à procura do lugar dele em campo e também falhou em alguns momentos de pressão e quando teve de aplicar o físico. Estava no sítio certo e cabeceou, sem saltar, para o primeiro golo da equipa, após canto apontado por Schjelderup.

Leandro Barreiro (6) — Foi preciso esperar pelo fim para emergir o melhor do médio luxemburguês — aos 90+6’ ganhou a bola na pressão ao adversário, conduziu-a no meio campo do Arouca e entregou-a a Prestianni, que serviu Ivanovic. Dá sempre tudo do início ao fim, mesmo que o que tenha a dar nem sempre seja ouro.

Lukebakio (5) — Entrou, verdadeiramente, no jogo na segunda parte, depois de 45’ sem fazer a diferença. No segundo tempo, partiu para cima dos adversários, aplicou o drible, foi mais vertical e cruzou com mais perigo. Aos 50’ quase marcou, num disparo cruzado de pé direito na área, defendido por Arruabarrena, depois de deixar um defesa pelo caminho.

Rafa (4) — Aos 45+4, lançado por Bah, tirou Arruabarrena do lance com um toque de cabeça e, de ângulo reduzido, atirou ao lado do poste esquerdo. Também bons lançamentos para Schjelderup (52’) e Pavlidis (57’), em lances ameaçadores de ataque. Foi pouco. Sobretudo porque quase tudo o resto lhe saiu mal.

Schjelderup (6) — Meteu a bola na cabeça de Ríos, na marcação de canto, para o primeiro golo. Aos 58’ quase marcou — arrancou pela direita, tirou Diogo Monteiro da frente e rematou cruzado ao lado do poste esquerdo. Fez mais que isso. Combinou bem com Rafa, Lukebakio, Dahl ou Pavlidis e foi quase sempre a melhor solução para os ataques do Benfica. Saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.

Pavlidis (4) — Mais um jogo infeliz do avançado, que prolonga a seca de golos. Teve, na verdade, apenas uma oportunidade para fazê-lo, mas o disparo, de baixo para cima, na área, saiu bem ao lado da baliza. Longe do jogo na primeira parte, infeliz na segunda, perdeu muitas bolas e não foi a referência que a equipa precisou.

Dedic (3) — Entrou aos 73’, arrancou duas vezes ao estilo dele, definiu mal uma vez, quando não soube a quem entregar a bola depois de criar superioridade. Aos 90+2’ quase finalizou depois de um cruzamento difícil de Anísio Cabral. Borrou a pintura quando viu o vermelho por desentendimento desnecessário com Trezza.

Sudakov (5) — Ainda conseguiu pegar no jogo algumas vezes, quase sempre bem, e aos 90’ rematou com perigo ao lado do poste esquerdo.

Prestianni (7) — Agitado e com genica, começou bem e acabou melhor. Aos 76’ meteu uma boa bola na área para Ivanovic, aos 89’ inventou um lance perigoso pela esquerda, deixou adversários para trás e quase marcou, mas Arruabarrena defendeu com a cara. Aos 90+6’ recebeu a bola de Leandro Barreiro e serviu Ivanovic, na perfeição, para o golo da vitória.

Anísio Cabral (5) — Entrou a cinco minutos do fim e com influência no jogo. Dois cabeceamentos após cantos, um para cima, outro para as mãos de Arruabarrena. Centro da esquerda (um pouco largo) para finalização de Dedic. Aos 90+4 ainda meteu uma boa bola em Pavlidis.