Paulinho: «Não houve golos, mas deu para aprender muitas coisas»
Paulinho, avançado dos mexicanos do Toluca, foi uma das figuras em destaque no empate a zeros entre o México e Portugal. Apesar de ter jogado apenas 27 minutos, foi muito ovacionado pelos adeptos no Estádio Azteca, num ambiente geral de assobios.
«Não me surpreendeu o México, conheço-os, têm muita qualidade, têm jogadores muito bons. Fico muito feliz por estarem assim e por irem por um bom caminho. Se Portugal não ganhar, que ganhe o México», disse o avançado português no final do encontro.
«Não houve golos, mas foi um bom jogo, em que deu para aprender muitas coisas, deu para entender que jogar em altitude não é fácil. As pessoas que não sabem não fazem ideia do quão difícil é», explicou, acrescentando: «Para mim já não, porque já estou habituado, mas para os meus colegas foi importante perceber a diferença de jogar em altitude.»
Paulinho destacou ainda a influência da altitude no desempenho de jogadores como Bruno Fernandes, capitão de Portugal na ausência de Cristiano Ronaldo: «O Bruno, mesmo que falhe uma ou outra vez, nunca joga mal, é daqueles jogadores diferentes. A bola voa de forma diferente.»
O ex-Sporting não poderia ter desejado melhor regresso à Seleção Nacional. «Foi uma noite muito especial para mim. Jogar aqui com o meu país, no México e contra o México, foi perfeito. Vocês são maravilhosos, desde que cheguei trataram-me muito bem, muito obrigado», declarou na zona mista.
«Tive o papel de falar com os meus colegas e dizer-lhes que este é um país seguro. Obviamente que o que acontece aqui sabe-se lá, não acontece em Portugal, nem na Europa, mas não é uma coisa diária ou que aconteça regularmente, sabes? Então tive de falar com eles, tranquilizá-los, mas eles também gostam muito do México», acrescentou, a propósito do país que é anfitrião do Mundial, juntamente com Estados Unidos e Canadá.