Palhinha recorda episódio com Jorge Jesus: «Queria desvalorizar, mas fiz o oposto»
João Palhinha desfez-se em elogios a Ruen Amorim durante a participação no podcast Jogo pelo Jogo. O médio do Tottenham elogiou um treinador «com muita qualidade», «inteligente» e «taticamente muito forte», elevado pela capacidade de comunicação.
«Deu-me muito prazer trabalhar com ele, tenho muito carinho pelo que conquistámos juntos. Só lhe desejo o melhor porque um treinador especial, tenho grandes memórias com ele. Não me posso esquecer que provavelmente o momento mais marcante da minha carreira, que foi o título com o Sporting, foi com ele. Não tenho dúvidas que o sucesso que não aconteceu no United vai acontecer noutro sitio. Está guardado para ele», frisou, sobre o treinador dos red devils entre novembro de 2024 e janeiro de 2026.
O futuro de Amorim é uma incógnita, mas Palhinha destaca a singularidade da Premier League. «Depende da vontade dele, mas quando estás na Premier League e sais é um choque grande. Não sei se voltar para Portugal ou rumar a outra liga será o que quer. Diria que quando te habituas ao ambiente da Premier League é complicado.»
O guião errado no Dragão e a relação com Jesus
João Palhinha recordou ainda a estreia em clássicos, na casa do FC Porto, a 4 de abril de 2017, que ficou marcada por declarações de Jorge Jesus no final da partida. O então técnico leonino considerou que o jovem médio da formação do Sporting «não levou o guião certo».
O episódio rapidamente desvaneceu, não sem antes Bruno de Carvalho intervir. «Enquanto o Ruben em termos de comunicação era top, o Jorge Jesus nesse aspeto não era o mais favorecido. Não liguei muito, até meti um post a assumir a responsabilidade, mas incendiou mais. Até o presidente me ligou: 'O que é que foste fazer?' Tinha 21 anos, queria desvalorizar, mas fiz o oposto.»
O episódio não teve grandes repercussões futuras, mas o treinador luso continuou a dar pesadelos: «Um dia acordei com um pesadelo. Na altura eram mais por causa do Jorge Jesus. Acordei a gritar, às quatro da manhã. E o Max [Luís Maximiano] acorda assustado. Partimo-nos a rir.»
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