Os portugueses que chegaram a meio da época e salvaram as equipas do abismo
Nottingham Forest e Levante. Dois clubes que, no final de 2025, estavam em risco de voltarem a disputar a segunda divisão na próxima temporada. O emblema inglês estava perto da descida e o espanhol ocupava o penúltimo lugar. Instabilidade, maus resultados e prestações fracas colocavam os dois clubes em perigo: a 13 jornadas do fim, o Forest estava três pontos acima da linha de descida da Premier League e o Levante estava a sete pontos dos lugares de continuidade na LaLiga.
Terminadas as épocas, os clubes ocupavam o 16.º lugar dos respetivos campeonatos. Estava garantida a permanência e a responsabilidade era, em grande parte, portuguesa. Vítor Pereira e Luís Castro pegaram nos clubes a meio da época e, com retas finais de temporada de elevado nível, conseguiram dar a volta aos problemas e alcançar os objetivos.
O primeiro chegou aos tricky trees em fevereiro para ser o quarto treinador da equipa na época, depois de Nuno Espírito Santo, Ange Postecoglou e Sean Dyche. O início não foi fácil, com duas derrotas, frente a Liverpool (0-1) e Brighton (2-1). Depois veio o empate a dois golos e a equipa só perdeu... mais uma vez.
Foram quatro vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, frente ao Manchester United (2-3), com um registo goleador inultrapassável: nos 12 jogos com Vítor Pereira ao comando, a equipa marcou 23 golos, algo que só o Manchester City fez nesse período. O Forest terminou a época com cinco pontos de vantagem para o primeiro despromovido, o West Ham.
O caso de Luís Castro foi ainda mais... milagroso. Chegou com o Levante no penúltimo lugar, a cinco pontos da salvação. Começou com uma vitória por 3-0 sobre o Sevilha, antes de ganhar apenas um jogo em sete, num período que incluiu quatro derrotas consecutivas. No final da jornada 25, a permanência já estava a sete pontos. Mas depois desse período, a equipa de Valência só perdeu mais três vezes nos 13 jogos que disputou.
A LaLiga terminou com apenas cinco pontos a separarem o 19.º, o Girona, do 10.º, a Real Sociedad. Todos os pontos contavam rumo à manutenção e o Levante conseguiu ganhá-los a vários dos oponentes diretos. Derrotou o Alavés e o Sevilha, que só se 'safaram' na penúltima jornada, ganhou ao já despromovido Oviedo, derrotou o Osasuna e empatou com o Elche, dois clubes que só na última jornada garantiram a permanência. Empatou com o Girona, que desceu de divisão, e, na penúltima jornada, não vergou: a receção ao Maiorca era decisiva e terminou com vitória por 2-0. No final, ambas as equipas terminaram com 42 pontos, mas foram os maiorquinos a serem despromovidos. Se não tivesse vencido esse jogo, o Levante teria descido.
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— Levante UD (@LevanteUD) May 24, 2026
𝗰𝗿𝗲𝗿 |crêr|
(𝘷𝘦𝘳𝘣𝘰 𝘵𝘳𝘢𝘯𝘴𝘪𝘵𝘪𝘷𝘰 𝘦 𝘪𝘯𝘵𝘳𝘢𝘯𝘴𝘪𝘵𝘪𝘷𝘰)
1. Ter como verdadeiro; dar crédito a: crer no trabalho diário e no processo.
2. Ter confiança ou fé em algo ou alguém: crer na força desta equipa e no apoio dos adeptos.
3. Estar… pic.twitter.com/rUHpJpQ5Q8
Vítor Pereira elevou o nível do Nottingham Forest e tirou do clube o fantasma da descida. Luís Castro deu a volta a uma equipa destroçada e levou o Levante a conquistar pontos nos momentos decisivos e nos duelos diretos pela permanência. Dois treinadores portugueses que chegaram a meio da época para terem impacto fundamental nos principais campeonatos europeus.
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