Luís Castro a receber o mérito por parte dos jogadores do Levante
Luís Castro a receber o mérito por parte dos jogadores do Levante - Foto: IMAGO

Luís Castro: «Levante ficará no meu coração para toda a vida»

Treinador português ficou satisfeito por garantir o objetivo da permanência na LaLiga na última jornada, recordando a altura em que chegou com a equipa na zona de descida

Luís Castro manifestou-se orgulhoso da sua equipa após garantir a permanência na LaLiga, um feito que considera de grande importância na sua carreira. Após o jogo contra o Betis (1-2), o técnico do Levante confessou a forte ligação ao clube valenciano: «Levarei o Levante sempre no meu coração!»

O momento decisivo da permanência foi vivido com intensidade. «Eu estava concentrado no nosso jogo e depois disseram-me que o Maiorca estava a ganhar por 2-0. Olhei para os adeptos e eles confirmaram-mo, embora o objetivo fosse conseguir o resultado aqui», explicou o técnico. Apesar de sentir que a sua equipa merecia mais contra um Betis de «muita qualidade», o treinador destacou o sentimento de «muito orgulho por todos, dentro e fora do clube».

O português sublinhou que a permanência foi conquistada com muito mérito e contra várias adversidades. «Não nos facilitaram nada. Tínhamos muitas coisas contra nós», afirmou, elogiando a postura do Betis por ter jogado com os seus titulares. «O que o Betis fez hoje, com todos os seus titulares, é o que deveria acontecer em todos os jogos. Os jogadores que vão ao Mundial jogaram como titulares, e isso devia acontecer em todos os estádios», acrescentou.

Aproveitando o momento, Luís Castro deixou uma «crítica construtiva» à organização da LaLiga, sugerindo melhorias no calendário. «A LaLiga tem um nível muito alto, mas é preciso mudar algumas coisas, porque a final da taça não se deve jogar antes do fim do campeonato, nem devem ser disputados jogos muito próximos na reta final», defendeu, considerando ainda assim o campeonato espanhol como «o mais forte do mundo em qualidade de futebol».

Ao fazer um balanço da temporada, Luís Castro recordou a sua chegada ao clube. «Antes de vir, tinha outras opções, e o Pepe Danvila [dirigente] falou-me com o coração. Estudei a história do clube e isso tocou-me um pouco», revelou. O treinador analisou a equipa, fez alguns «retoques» e, apesar de reconhecer a dificuldade da tarefa, acreditou que era «difícil, mas possível», inspirando-se numa experiência «muito idêntica» que teve em França.

A forte ligação com o plantel foi um dos pilares do sucesso. «O sentimento que tenho por eles, creio que também o têm por mim. Há um respeito e carinho mútuo», disse, acrescentando que o Levante é «uma das equipas que ficarão no meu coração para toda a vida».

Questionado sobre a possível chamada de Carlos Espí à seleção espanhola, Luís Castro preferiu não se alongar, por respeito ao selecionador. «A Espanha tem um selecionador muito bom e tomará a melhor decisão para a Espanha», comentou. No entanto, não deixou de elogiar o jogador: «O que posso dizer é que o Espí é muito bom e muito forte. Pode ajudar muito em qualquer equipa do mundo!»

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