O Farense foi ao reduto do Vizela conquistar uma importante vitória na luta pela manutenção — Foto: Liga Portugal
O Farense foi ao reduto do Vizela conquistar uma importante vitória na luta pela manutenção — Foto: Liga Portugal

Olho de Falcão rumo à permanência e pouca Fortuné para a subida (crónica)

Médio brasileiro abriu caminho à (surpreendente) vitória do Farense no reduto do Vizela, e Jaiminho, já em tempo de compensação, ditou a sentença. Algarvios somam três pontos preciosos na luta pela sobrevivência no segundo escalão, minhotos ficam (ainda) mais longe da elite nacional

O Farense venceu (2-0) o Vizela, numa partida referente à 30.ª jornada da Liga 2 e que se realizou ao início da tarde deste domingo, no Minho.

Para quem não viu o jogo, o triunfo dos algarvios pode parecer surpreendente dadas as posições que ambas as equipas ocupam na tabela classificativa, mas a verdade é que o conjunto orientado por José Faria levava para o Minho a lição muito bem estudada e além da organização defensiva deu também mais duas provas: a importância das bolas paradas e a não menos decisiva influência das transições.

O primeiro sinal de perigo surgiu para os da casa, logo aos 5 minutos, quando Matías Lacava colocou Yassin Fortune na cara do golo, mas Brian Araújo foi gigante entre os postes e manteve o nulo.

O duelo foi sempre disputado com uma intensidade assinalável, com os vizelenses a querem assumir as rédeas, mas foram os algarvios a demonstrarem arte para fazer funcionar o marcador: ao minuto 31, Yannick Semedo cobrou um pontapé de canto do lado direito, Antonio Gomís saiu em falso e Cláudio Falcão aproveitou para colocar os visitantes em vantagem.

Até ao intervalo, o Vizela fez o bastante para chegar ao empate, mas Yassin Fortune voltou a ser infeliz. Na circunstância, ao minuto 40, o avançado franco-haitiano viu Cláudio Falcão negar-lhe o golo em cima da linha de baliza. Pouco depois (45'), a bola entrou mesmo, mas o tento de Heinz Morschel foi anulado pela equipa de arbitragem. O médio internacional pela República Dominicana tinha feito falta aquando da disputa aérea com Rúben Fernandes. E no último suspiro antes do descanso, o mesmo Heinz Morschel voltou a tentar, mas o cabeceamento saiu a milímetros do poste esquerdo da baliza contrária.

A etapa complementar voltou a oferecer um Vizela mandão, mas na hora da verdade nunca houve quem conseguisse ter o discernimento necessário para dar a volta ao texto. E o Farense até poderia ter aumentado a contenda aos 67 minutos, não fosse Antonio Gomís, com a ajuda da barra, ter voado para impedir os festejos de Anthony Carter.

A formação liderada pelo venezuelano Ronald Molina tentou de tudo para evitar a derrota, mas não só não o conseguiu, como ainda viu os forasteiros sentenciarem o encontro, já em tempo de compensação: Jaiminho ganhou o duelo individual com Luís Rocha e, já na área, atirou para o fundo das redes.

Depois dos desaires diante de Feirense (0-1) e Benfica B (1-2), o Vizela contabilizou a terceira derrota consecutiva — dado inédito na temporada dos minhotos — e fica ainda mais longe da subida de divisão. A UD Leiria, que está no 4.º lugar, e o Torreense, que se encontra no 3.º posto, em zona de play-off, estão já a 5 pontos de distância.

Já o Farense conseguiu, pela primeira vez esta época, somar duas vitórias seguidas — na ronda anterior havia batido o Sporting B, por 2-1 —, chegou aos 35 pontos e está, para já, na 14.ª posição da tabela classificativa. Ainda que à condição, uma vez que o Felgueiras (34) joga apenas amanhã (18h45), no reduto do Sporting B.