Objetivo europeu já Strata de sonho muito complicado (crónica)
Um empate que não satisfaz ninguém, mas que não sabe a nada para uns e dá tanto jeito a outros.
O Vitória de Guimarães, já de si atrasado em relação aos concorrentes diretos pelos lugares cimeiros, estava (ainda mais) obrigado a triunfar para manter bem viva a esperança de conseguir chegar a zona europeia, mas a luz do Castelo já só está... a meio-gás.
O Alverca, por seu turno, pretende continuar a navegar por mares tranquilos, mas enquanto a matemática não der tréguas, todo e qualquer ponto é positivo e permite continuar a fazer contas de... somar. Especialmente se tivermos em linha de conta que a formação orientada por Custódio Castro passa pelo maior jejum de vitórias da temporada — chegou ao sexto jogo consecutivo sem vencer (quatro empates e duas derrotas).
E foi, talvez, a pensar em quebrar essa má fase que os ribatejanos entraram a todo o gás: Marezi, logo aos 3 minutos, fugiu pela meia-esquerda e rematou cruzado para uma excelente defesa de Charles, e Nabili Touaizi, pouco depois, não aproveitou uma escorregadela do brasileiro e cabeceou ao lado (5').
Os vitorianos sentiram o(s) toque(s) e partiram para cima do adversário, criando várias situações de finalização. No entanto, ora por falta de pontaria, ora porque André Gomes também estava particularmente inspirado, Gustavo Silva (9'), Beni (14'), Diogo Sousa (15'), Gustavo Silva (18') e Alioune Ndoye (40'), os comandados de Luís Pinto iam deixando a ruidosa plateia vimaranense pouco tranquila.
Mas o estado anímico da exigente massa associativa do Vitória mudou radicalmente logo após o reatamento: Tony Strata integrou-se (mais uma vez) na manobra ofensiva, descobriu Alioune Ndoye no interior da área, com Samu a beneficiar do remate prensado do ponta de lança senegalês para atirar com sucesso, de pé direito (46').
Não se pense, porém, que o Alverca baixou os braços. Pelo contrário. Os forasteiros mantiveram-se serenos, como, de resto, tinham estado na primeira parte, e fizeram (muito) por merecer o empate: Chiquinho fez das suas e ofereceu a assinatura final a Figueiredo (66').
O motor vimaranense desligou-se de vez e a rotação passou a ser quase toda dos alverquenses. E não fosse uma sensacional intervenção de Charles, no último suspiro, Sandro Lima teria visto o seu cabeceamento selar o triunfo (90+12').
É caso para dizer que o objetivo europeu do Vitória já Strata (mais um belo jogo do internacional sub-21 romeno) de um sonho bastante complicado. A meta da permanência para o Alverca vai sendo construída... pontinho a pontinho.
As notas dos jogadores do Vitória de Guimarães:
Charles (6), Tony Strata (6), Thiago Balieiro (5), Rodrigo Abascal (5), João Mendes (5), Beni (5), Diogo Sousa (5), Gustavo Silva (5), Samu (6), Noah Saviolo (5), Alioune Ndoye (5), Gonçalo Nogueira (5), Telmo Arcanjo (5), Orest Lebedenko (-) e Oumar Camara (-).
As notas dos jogadores do Alverca:
André Gomes (6), Kaiky Naves (5), Sergi Gómez (5), Bastien Meupiyou (5), Nabili Touaizi (5), Rhaldney (6), Lincoln (5), Isaac James (5), Figueiredo (6), Marezi (5), Chiquinho (6), Sandro Lima (5), Fabrício Garcia (-), Vasco Moreira (-), Davy Gui (-) e Mathis Clairicia (-).
Luís Pinto (treinador do Vitória de Guimarães):
Entrámos mal e apesar de termos tido aproximações perigosas, o jogo teve sempre pouco controlo. Depois do golo, ficámos bem, mas não fizemos o 2-0 e consentimos o empate. Não estivemos bem e temos de aceitar os adeptos.
Custódio Castro (treinador do Alverca):
Foi um bom jogo. Gostei muito da nossa primeira parte. Depois entrámos mal na segunda e sofremos um golo. Mas nos últimos 25 minutos fomos melhores, chegámos ao empate e podíamos ter ganho, fizemos tudo para isso.