Duelo foi intenso em Guimarães, mas minhotos e ribatejanos não conseguiram desatar o nó - Foto: Hugo Delgado/LUSA
Duelo foi intenso em Guimarães, mas minhotos e ribatejanos não conseguiram desatar o nó - Foto: Hugo Delgado/LUSA

Objetivo europeu já Strata de sonho muito complicado (crónica)

Jovem lateral romeno nunca deixou de tentar a equipa para a frente e esteve no lance do golo de Samu. Figueiredo selou mais um ponto no trilho ribatejano

Um empate que não satisfaz ninguém, mas que não sabe a nada para uns e dá tanto jeito a outros.

O Vitória de Guimarães, já de si atrasado em relação aos concorrentes diretos pelos lugares cimeiros, estava (ainda mais) obrigado a triunfar para manter bem viva a esperança de conseguir chegar a zona europeia, mas a luz do Castelo já só está... a meio-gás.

O Alverca, por seu turno, pretende continuar a navegar por mares tranquilos, mas enquanto a matemática não der tréguas, todo e qualquer ponto é positivo e permite continuar a fazer contas de... somar. Especialmente se tivermos em linha de conta que a formação orientada por Custódio Castro passa pelo maior jejum de vitórias da temporada — chegou ao sexto jogo consecutivo sem vencer (quatro empates e duas derrotas).

E foi, talvez, a pensar em quebrar essa má fase que os ribatejanos entraram a todo o gás: Marezi, logo aos 3 minutos, fugiu pela meia-esquerda e rematou cruzado para uma excelente defesa de Charles, e Nabili Touaizi, pouco depois, não aproveitou uma escorregadela do brasileiro e cabeceou ao lado (5').

Os vitorianos sentiram o(s) toque(s) e partiram para cima do adversário, criando várias situações de finalização. No entanto, ora por falta de pontaria, ora porque André Gomes também estava particularmente inspirado, Gustavo Silva (9'), Beni (14'), Diogo Sousa (15'), Gustavo Silva (18') e Alioune Ndoye (40'), os comandados de Luís Pinto iam deixando a ruidosa plateia vimaranense pouco tranquila.

Mas o estado anímico da exigente massa associativa do Vitória mudou radicalmente logo após o reatamento: Tony Strata integrou-se (mais uma vez) na manobra ofensiva, descobriu Alioune Ndoye no interior da área, com Samu a beneficiar do remate prensado do ponta de lança senegalês para atirar com sucesso, de pé direito (46').

Não se pense, porém, que o Alverca baixou os braços. Pelo contrário. Os forasteiros mantiveram-se serenos, como, de resto, tinham estado na primeira parte, e fizeram (muito) por merecer o empate: Chiquinho fez das suas e ofereceu a assinatura final a Figueiredo (66').

O motor vimaranense desligou-se de vez e a rotação passou a ser quase toda dos alverquenses. E não fosse uma sensacional intervenção de Charles, no último suspiro, Sandro Lima teria visto o seu cabeceamento selar o triunfo (90+12').

É caso para dizer que o objetivo europeu do VitóriaStrata (mais um belo jogo do internacional sub-21 romeno) de um sonho bastante complicado. A meta da permanência para o Alverca vai sendo construída... pontinho a pontinho.

O melhor em campo: Tony Strata (Vitória de Guimarães)
Não foi por falta de andamento do camisola 66 que os vitorianos não carrilaram jogo ofensivo. Especialmente pelo corredor direito, onde o internacional sub-21 romeno teve sempre uma atividade bastante intensa. Foi, aliás, num desses lances de projeção do lateral que os conquistadores chegaram à vantagem, com Strata a fabricar jogo interior que culminaria com o tento de Samu (46').
A figura: Figueiredo (Alverca)
Não tendo feito uma exibição por aí além, porque não fez, acabou por ter a astúcia necessária para aparecer no sítio certo, à hora exata, para desviar de forma letal o excelente desenho feito por Chiquinho — que também merecia pontificar neste espaço. Além do golo, o avançado brasileiro foi tento vários apontamentos de registo e que nunca deixaram a defesa minhota sossegada.

As notas dos jogadores do Vitória de Guimarães:

As notas dos jogadores do Alverca:

Luís Pinto (treinador do Vitória de Guimarães):

Entrámos mal e apesar de termos tido aproximações perigosas, o jogo teve sempre pouco controlo. Depois do golo, ficámos bem, mas não fizemos o 2-0 e consentimos o empate. Não estivemos bem e temos de aceitar os adeptos.

Custódio Castro (treinador do Alverca):

Foi um bom jogo. Gostei muito da nossa primeira parte. Depois entrámos mal na segunda e sofremos um golo. Mas nos últimos 25 minutos fomos melhores, chegámos ao empate e podíamos ter ganho, fizemos tudo para isso.