Zalazar em ação frente ao Friburgo. - Foto: IMAGO

O 'ursito' do SC Braga que sonha com a conquista da Liga Europa: «Seria merecido»

Rodrigo Zalazar concedeu entrevista à UEFA antes da 2.ª mão da meia-final da competição, frente ao Friburgo, na Alemanha

O SC Braga tem, esta quinta-feira, aquele que pode ser considerado o jogo da época para o emblema arsenalista. Depois de terem vencido o Friburgo na Pedreira, por 2-1, os arsenalistas vão tentar carimbar o apuramento para a final da UEFA Europa League — seria a segunda na história do clube, depois de 2010/11 — em solo alemão, num embate que se adivinha tremendamente difícil para os homens de Carlos Vicens.

Contudo, no seio do plantel dos bracarenses não há medo de assumir o sonho. Em entrevista ao site do organismo que tutela o futebol europeu, Rodrigo Zalazar falou sobre uma eventual conquista da competição continental como «um prémio merecido».

«Vamos dar o máximo para chegar à final. Seria o concretizar de um sonho e também um capítulo brilhante na história deste grande clube. Não é apenas importante para mim e para os meus colegas, mas também para o clube. Um eventual título seria um prémio merecido para um clube que tem trabalhado para estar entre os melhores e que oferece condições de trabalho incríveis a todos», vincou o internacional uruguaio, autor de 23 golos e oito assistências na temporada em curso.

«É uma competição que acompanho desde muito novo. É vista por muita gente e o objetivo de todos os jogadores. Para mim, ter a oportunidade de disputar competições como a Europa League é o concretizar de um sonho», prosseguiu Zalazar, que, numa vertente mais pessoal, falou sobre a importância do pai na sua carreira.

«Teve uma influência enorme. Quando se cresce com um pai assim, que jogava futebol e estava sempre rodeado de pessoas envolvidas na modalidade, que sempre nos fizeram sentir esta paixão pelo jogo, é algo que nos influencia desde muito novos... Sempre fez parte da nossa vida familiar. Estávamos sempre a brincar com uma bola e comigo foi assim desde que era pequeno. Tínhamos um jardim grande e ele levava-nos lá para jogar futebol. Acho que foi uma das pessoas mais importantes da minha carreira, não só como pai, mas como amigo, treinador e em tudo o que se possa imaginar», enalteceu o criativo do SC Braga, que herdou a alcunha do progenitor, José Luis, conhecido como El Oso [o urso] nos tempos de futebolista do Albacete, de Espanha. No país natal, Rodrigo é, assim, apelidado de... El Osito [o ursito].

«É um apelido que diz muito [ao pai]. É especial para ele e, obviamente, eu e os meus irmãos ouvimo-lo com frequência e conhecemos muitas histórias sobre ele. Liga-me sempre após cada jogo e falamos sobre o que aconteceu, como foi, como posso melhorar, o que fiz bem e o que não fiz... Ele é uma grande fonte de apoio para mim e ter um pai tão presente, que está sempre a cuidar de todos nós, de mim e dos meus irmãos, é algo que me ajuda muito. Ouço sempre o que ele tem para dizer», admitiu o camisola 10 dos guerreiros do Minho, número que tem significado especial.

«É o número que o meu pai usou em quase todos os clubes que representou. Acho que qualquer jogador que jogue como médio ofensivo sonha ser o 10 da equipa. Obviamente, é um número que carrega muito peso e responsabilidade, não só pelo número em si, mas também pelos grandes jogadores que o usaram. É um número especial, por isso é fabuloso ter a oportunidade de o usar, algo que faço com toda a responsabilidade e respeito», acrescentou Zalazar, revelando que associa o dorsal a «Diego Forlán, em primeiro lugar, e Lionel Messi, claro». «E presentemente também o Lamine Yamal», rematou.

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