«O jogo pelo qual estou mais ansioso é o primeiro»: João Neves em pulgas com o Mundial

Bicampeão europeu só pensa na estreia na grande competição. Bruno Fernandes já sonhou com a final... e que ganhava! João Cancelo com ambição máxima para colocar «a cereja no topo» do bolo

Dezenas e dezenas de transeuntes não arredaram pé da Rua Garrett, no Chiado, ao início da tarde desta segunda-feira, atraídas pela presença de nada mais nada menos do que nove (!) internacionais portugueses.

Os mais recentes bicampeões europeus, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, ainda a deverem algumas horas de sono a eles mesmos depois da festa de arromba em Budapeste que se estendeu a Paris, o rei das assistências da Premier League, Bruno Fernandes, mas também Rúben Dias, João Cancelo, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Rúben Neves abrilhantaram a apresentação das novas chuteiras que irão usar no Mundial.

Num evento que foi coapresentado por Kika Nazareth, também ela campeã da Europa, a jogadora do Barcelona fez com o microfone o que habitualmente faz com os pés: distribuiu jogo — leia-se perguntas.

Com os holofotes naturalmente centrados nos renovados campeões europeus, Gonçalo Ramos lembrou que o objetivo maior de todos os jogadores no Mundial «é ajudar a equipa», seja em que papel for. «Todos contam, todos são importantes», vincou.

Vitinha salientou esperar que a conquista dos portugueses no PSG «traga sorte» à Seleção no Mundial, mas não se colocou em bicos de pés… «Há jogadores muito mais experientes do que eu e é neles que me vou apoiar», lembrou, mesmo ciente do feito «incrível» de ter conquistado a Champions pela segunda época consecutiva.

João Neves foi… João Neves. Simples como o futebol que lhe sai dos pés quando lhe perguntaram por qual jogo mais ansiava no Mundial. «Vai ser o meu primeiro Mundial, e espero que não seja o último, por isso o jogo pelo qual estou mais ansioso é o primeiro, poderemos entrar com o pé direito na competição e com a nossa união, força e qualidade individual e coletiva acho que somos mesmo capazes de chegar longe», disparou.

João Cancelo, já refeito dos festejos do título do Barcelona, confessou as picardias ibéricas com… Gavi. Mas sem apostas pelo meio. «Estamos sempre a picar-nos, ele diz que a Espanha é melhor, eu digo que é Portugal…», atirou, ciente do sonho de milhões de portugueses, que também ele quer ajudar a concretizar. «Ganhar um Mundial é a cereja no topo de qualquer profissional de futebol», assumiu.

Bruno Fernandes, por seu turno, e no meio de tanta assistência que já fez, elegeu a que assinou diante do Manchester City, na final da Taça da Liga inglesa, como a «mais bonita». Mas… há sempre um mas. «Mas espero que a mais bonita esteja para vir e que seja no Mundial», confessou, sorridente.

Como o comum dos mortais, Bruno Fernandes já se imaginou a jogar a final do Mundial e a... marcar. «É uma competição sempre especial para todos nós, representamos o nosso País, é um dos pontos mais altos da nossa carreira, ao mesmo tempo o mais importante será a união que temos, que é muito forte e notada por toda a gente. É ponto extra da nossa Seleção. O objetivo maior será ganhar o Mundial», assumiu. «Jogar seja contra quem for, poder estar na final será inédito e incrível, ,nunca conseguimos, seria cereja no topo do bolo. Com quem jogámos e o que sonhei fica para mim... O mais importante é que sonhei connosco a ganhar», atirou.

Gonçalo Guedes garantiu que ainda não tem festejos programados se fizer o gosto ao pé. Mas alguma coisa haverá de sair… «Se for, vai sair na altura», anuiu, partilhando o desejo de «chegar longe e ir à final».

Rúben Dias não sabe como irá celebrar caso Portugal suba ao topo do Mundo e sabe que ainda é cedo para antecipar tal coisa. «Nem vou pensar já nisso… Se acontecer, organizaremos muito boa festa, mas vou deixar isso para mais tarde».

O outro Rúben, o Neves, não teve pejo em assumir a candidatura lusa.

«Somos um dos candidatos, seguramente. Temos vindo a ganhar coisas importantes, já somos olhados pelas outras seleções como candidatos a ganhar o Mundial e gostamos de sentir isso também do nosso lado. É pressão boa», realçou.

Além dos adversários nas quatro linhas, Nélson Semedo sublinhou os cuidados a ter com as outras adversidades que a Seleção Nacional irá encontrar nos Estados Unidos.

«A parte mais exigente neste Mundial vai ser a temperatura, bastante elevada, muita humidade também. Temos de preparar-nos bem, alimentar-nos bem, hidratar-nos bem, treinar quando temos de treinar e descansar quando temos de descansar, que é bastante importante», assentou.

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