O dia triste e os 7 telefonemas de Martínez rumo ao Mundial 2026, o último de CR7: tudo o que disse Roberto Martínez
- Tendo em conta as escolhas que fez, o que é que os portugueses podem ambicionar com esta presença no Campeonato do Mundo?
- Em primeiro só dizer que para nós é um dia triste, porque precisamos de deixar de fora jogadores que queríamos muito levar, porque só podemos levar, neste caso, 27 jogadores. Por outro lado é um dia entusiasmante, porque hoje é o início de começar a lutar contra a história. Tentar estar juntos, tentar utilizar os nossos valores e, parafraseando o Pedro Abrunhosa, «Fazer aquilo que nunca foi feito.» Então estes são os jogadores escolhidos, depois de um processo profissional responsável, honesto e com muito trabalho. Eu gostava que compreendessem que todos os jogadores que estiveram na caminhada para o apuramento, também na vitória da Liga das Nações, fazem parte do grupo. Há jogadores que ficam de fora, com certeza, porque há outros que estão melhor colocados para desempenhar as funções essenciais para este torneio. Automatismos, estratégia de jogo, estratégia, o plano de jogo, Tudo aquilo que nós precisamos executar. A questão do António Silva. Nós temos cinco centrais, trabalhamos com eles e em março precisámos de escolher, e a escolha é que entra o Tomás Araújo. Não é que sai um jogador. O António Silva faz parte do nosso grupo e se houver uma lesão, o primeiro central a entrar será o António. Para terceiro avançado, procuramos o jogador de caraterísticas ao nosso Diogo [Jota]. Já fizemos isso durante o Europeu, durante a Liga as Nações. O Gonçalo Guedes é o terceiro porque é o jogador com mais flexibilidade, que pode jogar por fora, por dentro, abrir espaços no contra-ataque... O Paulinho, mais uma vez, pode fazer o perfil do Cristiano e do Gonçalo [Ramos], mas aqui precisamos de ter três atacantes. Dois mais de posição, um mais variável. O nosso grupo já mostrou que sabe vestir esta camisola. Esforço, união e vontade de sonhar. Depois também saber que não ganhamos um Mundial durante a história. Porque o adversário é muito bom também e há pormenores importantes. Mas o adepto de Portugal, como já fizemos na Liga das Nações pode esperar um grupo comprometido, preparado para lutar e preparado para dar tudo com muito orgulho.
- Leva quatro guarda-redes por algum problema físico? Depois deixar aqui alguns nomes de fora, como Matheus Fernandes, o Ricardo Horta, o Pedro Gonçalves leva cinco laterais. Considerando que Matheus Nunes entra nessas contas para a posição de lateral, porque faz esta escolha?
- Um Primeiro dizer que não deixámos ninguém de fora. Aqui entram 27 jogadores na lista e é por isso que nós temos o grupo que nós temos. Dada a complexidade do torneio acho que é muito importante. A exigência da temperatura, o fuso horário, tudo aquilo que já experimentámos em março. Acho que há posições que precisamos de ter mais de dois jogadores. É aqui que nós precisamos de cinco jogadores que jogam para fora e os laterais também. A polivalência de jogadores como Diogo Dalot, João Cancelo, Matheus Nunes, que conseguem jogar desde o meio é importante também. E dentro das posições de dentro, os jogadores, os quatro jogadores que jogam por dentro, nas entrelinhas, o João Félix, o Bruno Fernandes, o Bernardo Silva e o Trincão. Aqui não entram outros jogadores que também fizeram épocas espetaculares, nomeadamente o Ricardo Horta, o Pedro Gonçalves, o Rodrigo Mora... Jogadores que jogam nos mesmos terrenos, mas temos já quatro jogadores na zona por dentro e jogadores por fora. Temos três jogadores o Rafael Leão, o Pedro Neto e o Chico Conceição. E também a opção do Gonçalo Guedes. Então não há espaço para mais. Temos de tentar procurar o equilíbrio e ter todas as opções que nós precisamos. A questão do guarda-redes é uma questão que eu falei com o Ricardo Velho e ele sabe que é o quarto. Mas, precisamos de utilizar as regras. As regras diz que só podemos substituir o guarda-redes, se houver uma lesão durante o torneio. Para nós, na nossa metodologia de treino, o trabalho precisa ter alta intensidade. Em todos os treinos há muita finalização. Nós trabalhamos muito no último terço e precisamos de mais um guarda-redes. Então, a ideia de trazer ao Ricardo veio saber que não consegue sentar no banco. Mas, o Ricardo veio em dois minutos. Disse-me que estava preparado para ajudar a Seleção em tudo aquilo que fosse necessário. É esse o espírito que precisamos. Já estive em dois Mundiais e é a primeira vez que temos seis dias entre o primeiro jogo e o segundo. Então há aspectos pormenores importantes na metodologia de treino em que precisamos do quarto guarda-redes.
- Convocou 27 mais um. Gostaria de lhe perguntar sobre esse mais um.
- Acho que é a nossa força e a nossa alegria. Eu falei que na vida todos temos momentos muito difíceis. Perder o Diogo foi um momento inesquecível. É um momento muito, muito difícil. Mas, no dia a seguir foi uma responsabilidade para todos nós de lutar pelo sonho do Diogo Jota e pelo exemplo que ele sempre foi com a nossa Seleção. Então o espírito, a força, o exemplo do Diogo Jota é o mais um e vai ser o mais um para sempre.
- Cristiano Ronaldo avança para o último Campeonato do Mundo e quer, com certeza, fazer um grande Mundial. Qual vai ser a gestão que vai fazer de um jogador que chega com muita vontade, mas também com 41 anos?
- É uma gestão com muita naturalidade. A minha experiência é que o jogador no Mundial não segue um padrão que acompanha o desempenho no clube, ou relacionado com a idade... Conheço o nosso grupo todos eles estão focados, estão preparados para a exigência do Mundial e nós precisamos de gerir bem o dia a dia. Nós só atingimos três jogos no Mundial e esse é o nosso Mundial e precisamos de gerir esses três jogos da forma possível, mas com muita naturalidade. Já temos muita informação. Já estamos a falar de quase 40 jogos juntos, e agora gerir o grupo e jogadores durante o Mundial é natural. Acreditamos muito no compromisso e no talento dos nossos jogadores para fazer isso bem.
- Aquilo que a Seleção conseguir fazer no Mundial estará também ligado ou não à continuidade como selecionador?
- Eu só posso falar que o presidente, a estrutura da Federação e eu estamos alinhados e isso é o mais importante. O futuro selecionador pode esperar, não é importante. E nós vamos fazer tudo aquilo que o nosso balneário e os nossos jogadores precisam para dar o melhor.A minha posição não é importante. Se for importante a posição, o selecionador poderia sair depois de ganhar a Liga das Nações e olhar para o futuro do selecionador? Não é isso. Aqui o foco é o Mundial e vamos trabalhar todos juntos.
- Tendo em conta que Rúben Dias é uma das peças fundamentais da defesa da Seleção, não o preocupa os problemas físicos que tem tido agora no final da temporada?
- O importante são os jogadores que estão na lista. O Rodrigo Mora é um talento incrível e nós estamos em boas mãos, não para o futuro, mas para já. Há um ciclo mundial e depois abre-se a porta... A Seleção já utilizou muito talento novo, ou seja, o Carlos Forbs, o Mateus Fernandes e o Rodrigo Mora faz parte dessa geração e faz parte da competitividade. É importante que os jogadores que estão na Seleção estejam num bom momento e o Rúben Dias já está preparado há três jogos. Até 16 de junho podemos avaliar todos os jogadores e se houver qualquer problema, podemos substituir jogadores. O Samuel Costa é um jogador que em março mostrou a sua energia, garra e o aspecto táctico. É um médio mais defensivo, que acho que é muito importante para este torneio, a sua frescura e na posição de 10 do Rodrigo Mora vamos utilizar o Bernardo Silva, Bruno Fernandes e João Félix. Então é isso.
- Disse em tempos que esta convocatória já tinha uma espinha dorsal fechada, portanto um jogador fruto dos mais de 30 jogos oficiais. Quando é que fechou a convocatória e qual foi o último jogador a ser fechado?
- É um processo. Há momentos para apanhar informação. Nós acompanhamos todos os jogos. Estive a acompanhar jogos ao vivo ultimamente. A equipa técnica também apanhou muita informação e foi ontem que tomámos as decisões. Ainda há dois ou três jogos e o importante agora é que não haja lesões, que os jogadores possam chegar ao fim de época. Fico muito satisfeito pelo período de preparação de março, em que conseguimos estar nos Estados Unidos e no México. Isso permite que agora possamos dar sete dias de descanso a todos os jogadores para possam desligar e recuperar. Então, os jogadores do Paris Saint-Germain, terão sete dias depois da final e só chegam aqui o dia do primeiro jogo amigável [6 de junho]. Fico muito contente que tenhamos um período agora muito bom para desligar primeiro e depois preparar ao detalhe tudo aquilo que é que precisamos fazer. Não há o último jogador a ser fechado. Nós trabalhamos muito e já falei disso dos perfis e de comparar jogadores... O Gonçalo Guedes poder marcar o golo da vitória na primeira Liga das Nações, também teve o seu peso e depois o compromisso e a atitude. Precisamos de jogadores com polivalência que possam jogar já. Já vimos nos últimos 38 jogos que a nossa Seleção tem uma flexibilidade táctica importante, Poder jogar numa linha de três, de quatro.. Tudo isso que foi trabalhado durante os últimos três anos e está refletido nos jogadores da convocatória.
- Falou com os jogadores que deixou de fora?
- É a parte mais difícil para a equipa técnica e para o selecionador, precisar de comunicar quando um jogador fica de fora. Mas o nosso processo e a nossa federação é de alto nível e isso acontece. Há decisões e momentos em que precisamos de responsabilidade e honestidade. Falei com alguns dos jogadores e a reação foi muito positiva. Ficam de fora mas continuam a lutar para ganhar o Mundial e para fazerem parte da nossa luta, e isso é o importante
- O presidente do Sporting de Braga publicou um comunicado em que diz que o selecionador teve uma atitude desrespeitosa com o Ricardo Horta porque convocou há pouco tempo para aquela digressão na América e agora não o convoca. E quais os critérios para levar o Samu Costa e não o Palhinha?
- Primeiro respeitar os presidentes de todos os clubes dos nossos jogadores. Eu tenho a capacidade de ser neutral. Eu preciso de tomar decisões que são difíceis, mas já falei que é um processo. Isso não é uma uma decisão emotiva ou intuitiva. Há um processo e uns parâmetros muito importantes, onde as escolhas são profissionais e com muita responsabilidade. E já falei do Samu Costa. Eu acho que é importante. Falamos muitas vezes que no espaço de Seleção precisamos de continuidade, automatismos e poder trabalhar em aspectos táticos e continuados. Mas, precisamos ter o equilíbrio e ter a porta aberta também para o novo talento sangue novo e criar o equilíbrio que precisamos para manter a competitividade, manter a frescura. Acho que o Samu Costa traz isso. Durante março, adorei a sua energia e a sua garra. É um jogador muito dinâmico. Chega à área, mas no aspecto defensivo também muito importante para nós. Ajusta-se perfeitamente para aquilo que nós precisamos para o Mundial.
- Há vários jogadores nesta convocatória que estão a ter um final de época muito feliz. Alguns ainda vão jogar, por exemplo, a final da Liga dos Campeões, outros ainda têm taças para disputar, como por exemplo, jogadores do Sporting, mas há outros em que a situação não é bem assim. Cristiano Ronaldo e João Félix estão a ter um final de temporada emocionalmente desgastante. Há outros que estão a discutir o futuro, estão a sair de clubes. Teme que isto possa ter impacto no balneário?
- É uma boa reflexão, mas isso acontece em todos os mundiais, em todas as seleções do mundo. E acho que chegar à Seleção é uma energia nova. É desligar totalmente daquilo que aconteceu durante a época. O que um jogador faz no clube ajuda a chegar à Seleção, mas quem está neste espaço há muitos anos não tem ligação com o que aconteceu há uns meses. O importante é recuperar, terminar as épocas. Acho que, em geral nós temos um grupo de jogadores, uma média de idade muito boa, 27,3 anos. Os jogadores que tiveram 25 títulos entre eles. Em termos gerais há um bom equilíbrio. Agora o importante é terminar a época bem, desligar, recuperar e começar com o sonho de jogar pela Seleção, pois isso é um momento sempre especial na carreira de todos os jogadores.
- As ausências do Ricardo Horta e do Pedro Gonçalves prendem-se principalmente por causa de alguns problemas físicos? Esta chamada do Matheus Nunes, e de cinco laterais, tem a ver também com alguns problemas físicos que Nuno Mendes teve agora no final da época?
- Não, não e isso sim é importante porque já falei com algum jogador. Eu acho que o Ricardo Horta é, para dizer mais um nome, o Mateus Fernandes, tiveram épocas incríveis. Mas, há outros jogadores à frente. O Pedro Gonçalves, o Rodrigo Mora e o Ricardo Horta não entra na Seleção porque há o João Félix, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes e o Trincão, que estão a ser importantes e já têm o papel na Seleção. No futebol moderno, temos cinco substituições, acho que os laterais são jogadores muito exigentes. É uma posição que fisicamente precisa dar muito mais que outras posições e para nós, ter os quatro laterais mais a opção do Matheus Nunes é essencial e dá equilíbrio naquilo que o nosso balneário tem.
- Surgiram várias notícias sobre Junior Kroupi, que apesar de ter 19 anos, tem sido um dos destaques da Premier League. Não tendo sido opção para a França, ponderou sequer convocar o jogador? Existiu algum tipo de contacto?
- Existiu e fico contente porque o nosso departamento aqui na federação ficamos à frente das notícias e isso é importante. Nós tentámos, antes do estágio de março. Uma coisa é acompanhar os jogadores que podem vestir a camisola de Portugal, outra é se o jogador quer. É aqui no caso, o Júnior queria jogar pela França. Respeitamos e já deixámos fechado o tema. Favoritismo? Estou a praticar muitas palavras em português, mas favoritismo e Portugal num Mundial ainda não estão ligados. O Mundial não é só jogar bem, não é só talento. Há muitos desafios. E há o aspeto psicológico. Só uma seleção que já ganhou um Mundial pode ser favorita. Candidato provavelmente é uma melhor palavra para descrever o momento que estamos a ter. Ganhámos a Liga das Nações mais exigente de sempre. Sonhar sim, candidato também, favorita não.
- Gostaria de saber se nos podia desvendar a quantos jogadores ligou esta manhã a justificar que não estavam nestes 27. E o que é que lhes disse?
- Justificar não. É uma questão de dar respeito. Acho que o jogador português, o jogador do balneário da Seleção, tem um compromisso exemplar. Quando há um jogador que tem dúvida se entra ou não é melhor ligar antes de ver a convocatória na televisão. Então falei com sete jogadores. Ainda não falei com o Paulinho, pela diferença horária, mas vou falar. Nós trabalhamos com transparência, honestidade e acho que o aspeto pessoal é muito importante. O jogador português merece saber isso antes de a convocatória sair na televisão.
- Quero lhe perguntar sobre os jogadores do PSG. Como vai gerir a carga dos jogadores do PSG, tendo em conta que ainda vão participar na final da Champions? Que peso teve isso no planeamento?
- Vamos gerir, como já temos experiência. O PSG já ganhou a Liga de Campeões antes de ganharmos a nossa Liga das Nações, então o protocolo é muito claro e os jogadores têm sete dias para desligar, estar com as famílias e preparar para o próximo objetivo que é a nossa Seleção. Depois do jogo, os jogadores só precisam chegar à Cidade do Futebol durante o nosso amigável contra o Chile, no Jamor. Temos já muita informação. Eles podem estar no jogo contra a Nigéria, em Leiria, e depois dá para preparar os quatro jogadores para os seus papéis para ajudar a equipa.
- Gostava de perguntar sobre os centrais. Na eventualidade de Rúben Dias não conseguir ir ao Mundial, Portugal utilizará uma dupla que nunca utilizou. Sente confiança nos restantes jogadores?
- Muita. E é isso que faz com que o nosso balneário seja muito especial. Na final, em 2016, lembram-se de certeza que o capitão não estava no relvado. Isso acontece. O balneário cria dinâmica de acreditar muito. O talento é fantástico, mas ainda é mais importante os valores da equipa. Os 26 e o Ricardo Velho podem ganhar jogos por Portugal.
- Nestas últimas semanas, quais foram os jogadores que, em termos físicos, lhe causaram mais preocupação antes de fazer esta convocatória?
- Desde março, diria, para falar de um período muito claro, a nossa relação com as equipas médicas dos clubes foi muito próxima e toda a informação foi muito boa. Já falei do Rúben Dias, que está há três jogos preparado, e acho que vai terminar a época em boas condições. Não temos preocupações neste momento
- Disse que procura equilíbrios na Seleção. Face a esse equilíbrio, e olhando para quem convocou na defesa, quase nenhum dos jogadores fez uma época completa já no meio-campo, por outro lado, tem excesso de jogos. Como se vai encontrar esse equilíbrio?
- O importante é que acompanhámos todos os jogadores individualmente. Estamos a falar de jogadores experientes, que estão a fazer muitos jogos pela Seleção. Isso faz parte do futebol de seleções e de preparar um Mundial. É um bom debate. O Mundial do Qatar foi incrível ao nível físico. A final, França-Argentina, teve um nível físico porque era dezembro. Aqui falamos do final da época, os jogadores estão cheios de minutos e adoram jogar pela Seleção. Todos estão na mesma situação e não há qualquer vantagem para nós. É gerir com naturalidade os nossos jogadores e não tenho preocupações nessa área.
- Este é o primeiro Mundial com 48 seleções e em três países diferentes, e será a 'última dança' de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar. Mas será a primeira de Yamal, Olise, entre outros. Será talvez o Mundial mais difícil e mais emblemático da história?
- Só ao fim do Mundial podemos falar disso. Estamos a falar da melhor e a maior competição de futebol. Não há melhor que o Mundial. Os melhores jogadores, os melhores palcos, nós focamos também. Agora uma coisa a vossa reflexão, as histórias do futebol, tudo isso que faz parte do vosso trabalho. Nós temos o Congo, o Uzbequistão e o Colômbia. É muito fácil, é ter a melhor dinâmica é estar preparados para estes três jogos. Não há mais. Depois precisamos mostrar que merecemos mais e a vontade está no balneário. Mas, as histórias das valorizações, tudo isso, deixo isso para para vocês.
- O último jogo contra a Colômbia será o mais importante de todos, até por ser, na teoria, o rival mais difícil? Como pode ajudar o jogo preparação contra o Chile para enfrentar esse duelo contra a Colômbia?
- Todos os particulares são importantes para nós, pois dá-nos uma oportunidade única para poder ajustar conceitos um pouco. Não estou de acordo contigo de que seja o jogo da Colômbia o mais importante e creio que no Mundial não há nem posição no ranking nem em histórias a nível de acertos favoritos. O nosso jogo mais importante no Mundial, é o primeiro. É um estádio fechado, respeitamos muito o talento individual de Congo, uma seleção que conheço muito bem porque tem jogadores que cresceram na Bélgica. Há dois jogadores que estiveram nas nossas listas e trabalhei com um deles. Então engana muito. Nós respeitamos muito o Congo e equipas que chegam ao Mundial pela primeira vez. Há um fator que não se pode medir, não se pode controlar que é a ilusão e sonho dos jogadores. Da minha experiência com Bélgica em 2018 jogámos contra o Panamá e por 60 minutos foi um dos dos mais difíceis que tivemos. Respeitamos muito os jogos frente ao Congo e Uzbequistão, e depois veremos como estaremos frente à Colômbia.
- Qual espera que seja o papel do Cristiano Ronaldo?
- Espero que seja o mesmo papel que ele teve nos últimos três anos em que estou aqui na Seleção. Falamos muito. Já falei muito do Cristiano Ronaldo e quando nós falamos do Cristiano Ronaldo há dois jogadores. O ícone do futebol mundial, que todos os adeptos do mundo têm uma opinião e aceitam, e depois o jogador que é o nosso capitão. Tem a mesma exigência que os outros jogadores, uma competitividade para estar na Seleção. E para mim, o capitão é exemplar. Foi muito importante para ganhar a Liga das Nações e agora queremos continuar ao mesmo nível de responsabilidade e exemplo dentro de balneário.