Vencedora de Wimbledon quer voltar ao voluntariado na Tanzânia
Após conquistar o primeiro título de Grand Slam da carreira, em Wimbledon, Linda Noskova (7.ª do ranking WTA) abordou as suas paixões fora do campo, o seu lado filantrópico e o ténis checo, que tem produzido inúmeras vencedoras e finalistas em Wimbledon nos últimos anos.
No sábado, Noskova, de 21 anos, derrotou a copmpatriorta Karolina Muchova (6.ª WTA), de 29, por 6-2, 5-7 e 6-3, sagrando-se campeã em do torneio britânico. Após a vitória em Londres, a atleta checa concedeu várias entrevistas, uma delas ao diário The Guardian.
Noskova revelou os seus futuros planos e mostrou o lado filantrópico, manifestado no final de 2025, quando esteve na Tanzânia a fazer voluntariado numa escola. A tenista pretende regressar a África e levar algumas raquetes de ténis.
«Quero ter uma voz não só em campo, mas também fora dele, para poder fazer a diferença em certos aspetos. Seja começar com a reciclagem, ajudar a natureza ou pessoas carenciadas em diferentes países, tudo está na minha lista de desejos», explicou Linda.
«Acho que foi assim que fui criada. Sou de uma pequena aldeia. Sempre tive um caminho muito próximo ou fácil para a natureza. Basicamente, vivia na floresta. Tive uma infância despreocupada e cheia de liberdade, por isso sempre foi algo próximo de mim. Mas o voluntariado, o trabalho social ou a ajuda a animais e à natureza são, sem dúvida, coisas que quero fazer mesmo depois de terminar a minha carreira», acrescentou.
Em relação à espetacular final com Muchova, admitiu que se propôs a não olhar para o Royal Box, onde estavam personalidades como a Princesa Catherine, Martina Navratilova, Petra Kvitova, Maria Sharapova ou Simona Halep, brincando que «não queria saber quem estava a observar os meus erros ou os meus pontos vencedores».
«Acho que ela viu muitos jogos de ténis, muitas finais, mas apreciou o quão difícil foi este jogo”, disse Noskova sobre a interação com a Princesa de Gales. “Certamente o tornámos interessante, especialmente eu, que tive tantas oportunidades. Mas diria que, no geral, foi um jogo muito, muito bom para ambas.”
Linda brincou que o sucesso das jogadoras checas no ténis pode dever-se à cerveja. «Temos tantos clubes de ténis, tantos treinadores checos excelentes. Acho que em cada cidade há um campo ou um clube de ténis, por isso há muitas possibilidades para as crianças pequenas começarem a jogar. E há sempre alguém lá. Nos juniores, temos sempre alguém a ganhar um torneio ou outro. Mas, obviamente, a transição dos juniores para a WTA ou ATP é muito difícil», explicou a número 7 mundial.
«Linda é uma introvertida. Se algo a incomoda, ninguém saberá. É uma introvertida clássica. Nem eu consigo ver muito na sua alma, mas é uma rapariga incrivelmente boa e inteligente», tentou explicar Drahos Nosek, pai de Linda Noskova, sobre as decisões da filha.