Polémica entre atletas do Benfica e do Sporting em Braga

Nova polémica entre Benfica e Sporting nos Nacionais de pista curta

Atleta dos encarnados recusou correr série dos 400 metros, repetida após protesto junto do júri de apelo. No lançamento do peso feminino, Eliana Bandeira (individual) ficou sem a medalha de ouro em novo momento confuso

Depois do 'caso Arialis Martínez', no CAR do Jamor, reportado por A BOLA há duas semanas, o atletismo viveu, este fim de semana, nos Nacionais de pista curta, no Fórum Braga, mais um episódio recheado de polémica entre atletas do Benfica e do Sporting.

Na série final dos 400 metros — ver o vídeo que abre o artigo —, disputada na tarde de sábado, um protesto junto do júri de apelo devido a um despique nos metros finais entre Omar Elkhatib (Sporting) e Ericsson Tavares (Benfica) levou a Federação Portuguesa de Atletismo a repetir a prova na manhã deste domingo.

Em protesto, o corredor dos encarnados não se apresentou em pista e Omar correu sozinho, alcançando o tempo de 47,99, insuficiente para chegar às medalhas.

Omar Elkhatib a correr a 'solo' na série final repetida na manhã deste domingo

O melhor tempo nos 400 metros foi selado por João Coelho (Sporting, 47,20s), campeão nacional que optou por não subir ao pódio para receber a medalha. André Franco (Benfica, 47,67s) foi o segundo classificado e Pedro Afonso, que tinha corrido na série polémica de sábado, ficou com a medalha de bronze.

5.ª melhor marca mundial do ano anulada após protesto

Outra situação que levantou alguma polémica aconteceu na prova de lançamento do peso e envolveu Eliana Bandeira, que competiu em nome individual.

Já depois de ter alcançado o recorde pessoal com 18,69 metros – melhorando em 11 centímetros o anterior máximo – a antiga atleta do Benfica alcançou uns impressionantes 19,21 metros no último lançamento.

Lançadora do peso Eliana Bandeira (FPA)

A distância, além de a fazer voltar a melhorar o recorde pessoal, e passar para a frente da competição, dava-lhe apuramento direto para os Mundiais de pista curta (a marca mínima é de 18,90 metros), com aquela que seria a quinta melhor marca do ano.

Ora, apesar dos festejos imediatos de Eliana Bandeira, ainda antes de conhecer a marca, o lançamento foi considerado nulo. Porém, uma revisão das imagens feita imediatamente levou os juízes a reverterem a decisão e a considerarem a marca válida.

Contudo, cerca de uma hora depois, já após a realização do controlo antidoping e antes da cerimónia de pódio, foi comunicado a Eliana que o júri tinha aceitado o protesto apresentado por Paulo Reis, treinador de Auriol Dongmo, e também de Luís Herédio Costa, técnico de Jéssica Inchude.

Perante essa decisão, Eliana Bandeira perdeu a vitória na prova para Auriol Dongmo, que no último lançamento atingiu os 19,17 metros, aumentando a melhor marca pessoal do ano em dois centímetros.

Talvez mais relevante do que isso, ficou sem a marca de acesso aos Mundiais, uma vez que além de Dongmo, tem à sua frente Inchude, que apesar do bronze nos Campeonatos de Portugal (18,08 metros), três dias antes tinha lançado 18,90 metros, numa competição na Chéquia.

Recorde-se que o período de qualificação termina a 8 de março.