No 25 de abril general abriu as portas ao rufar da revolução
«Soa ao perto o rufar dos tambores da revolução». Esta é uma frase usada comumente por alguns políticos quando pretendem alterações substanciais nos ciclos históricos.
Em termos nacionais, não há grandes dúvidas de que a maior alteração nos trâmites governamentais no século XX aconteceu a 25 de abril, quando uma série de oficiais de carreira promoveu a Revolução dos Cravos, que abriu as portas à democracia, ao fim da Guerra Colonial e à liberdade de expressão, entre outros pressupostos que hoje fazem parte do quotidiano dos portugueses.Mas vamos por partes. Depois do golpe de Estado de abril, foram chamadas as mais altas patentes das forças armadas para assumir o comando, com António de Spínola a assumir o cargo de Presidente da República.
Fazendo esta transposição para o encontro de Penafiel, o nome do estádio — 25 de Abril — não deixa dúvidas sobre a data que quer celebrar. E se havia um general em campo, pode dizer-se que essa função cabia a Eduardo Felicíssimo, o homem que já foi chamado à equipa principal do Sporting e fez parte da ficha do encontro com o Alverca na noite de sábado, não jogou e seguiu viagem para o Norte para jogar pelo Sporting B. No entanto, chegado a Penafiel despistou-se por completo: cometeu um erro infantil aos 39 minutos ao dar a bola a Max Svensson, que a serviu a Davos para um golo fácil.
Estava aberta a porta a uma viragem no historial das duas equipas, pois o conjunto de José Manuel Arias ainda não tinha vencido e o de Tiago Fernandes não havia conhecido o sabor da derrota nem sofrido qualquer golo.
Após a jogada descrita, os leõezinhos bem tentaram mudar o rumo dos acontecimentos; Tiago Fernandes foi promovendo substituição atrás de substituição, porém, estava escrita nas estrelas a derrota leonina — até porque, diga-se, a clarividência nunca foi atributo dos verde e brancos.
Além disso, Max Svensson estava endiabrado e, depois de disparar um míssil à barra (76’), afinou a mira e bateu pela segunda vez Guilherme Pires (87’). Golaço para ver e rever até à exaustão…
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