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Nico Williams: «É um dos piores dias da minha vida»
Nico Williams sofreu uma lesão muscular no adutor direito após um forte traumatismo provocado por uma entrada no jogo contra o Uruguai (1-0), confirmou o boletim clínico. O extremo do Athletic Bilbao, que já tinha chegado ao Mundial 2026 com queixas físicas, abandonou o Estádio Guadalajara visivelmente afetado, cabisbaixo e a coxear de forma acentuada, indiciando desde logo a gravidade da situação.
A sua disponibilidade para o que resta do torneio está agora dependente da evolução clínica. Embora seja difícil imaginar o seu regresso à competição, o facto de a lesão ser de grau moderado não o afasta por completo do Campeonato do Mundo. Após conhecer o diagnóstico, o jogador publicou uma longa e emotiva mensagem nas suas redes sociais, na qual lamentou o sucedido e criticou duramente a ação de Nico De la Cruz, o jogador uruguaio envolvido no lance.
Williams descreveu o momento como «um dos piores dias» da sua vida, recordando um último ano particularmente difícil. «Volto a lesionar-me depois de um ano muito complicado, em que a pubalgia me venceu muitas batalhas, mas não a guerra. Consegui superá-la com trabalho, sacrifício e, sobretudo, responsabilidade», escreveu.
O jogador partilhou o sofrimento que enfrentou, detalhando o impacto que as lesões tiveram no seu quotidiano. «Foi um ano e meio de sofrimento, tristeza, incerteza e ansiedade. Não sabia quando voltaria a jogar sem dor nem quando recuperaria uma vida normal. Cheguei a conviver com a dor em coisas tão simples como ir à casa de banho, entrar e sair do carro ou simplesmente desfrutar do dia a dia», confessou.
Sobre o lance que provocou a nova lesão, Williams foi contundente: «Ontem, provocaram-me uma nova lesão após uma ação em que um colega de profissão agiu levado pela frustração, pelo descontentamento e pela tristeza pela situação que atravessava. Foi uma jogada que, na minha opinião, podia ter sido evitada porque era completamente desnecessária.»
Apesar do revés, o extremo mostrou-se resiliente e determinado a regressar. «Mas isto também não me vai parar. Sei que Deus tem um plano para mim e continuarei a lutar até ao último instante para voltar a fazer o que mais amo: jogar futebol, ser feliz e dar muitas alegrias», garantiu, terminando com uma promessa: «A história não acabou, vemo-nos o mais depressa possível neste Mundial.»