Sean Dyche garantiu que não falou com nenhum responsável do Tottenham
Sean Dyche garantiu que não falou com nenhum responsável do Tottenham

«Nem mesmo todo o dinheiro do Mundo me convenceria a ir para o Tottenham»

Sean Dyche foi associado aos 'spurs', mas garantiu que não existiram conversações. De Zerbi acabou por ser o escolhido para suceder a Tudor

Sean Dyche, experiente treinador da Premier League, desmentiu os rumores que o ligavam ao cargo de treinador do Tottenham, afirmando que nunca foi abordado pelo clube e que, de qualquer forma, não teria aceite uma proposta.

Os rumores surgiram após a saída de Igor Tudor, numa altura em que o Tottenham se encontra numa situação delicada na tabela classificativa, apenas um ponto e um lugar acima da zona de despromoção, com sete jogos por disputar. Dyche, de 54 anos, estava livre no mercado desde que foi despedido do Nottingham Forest em fevereiro, equipa que também luta pela manutenção.

Em declarações ao programa White and Jordan, Dyche esclareceu a origem da especulação. «Não me ri da situação, contei uma história verídica. Passo muito tempo em Londres, não a trabalhar, mas socialmente, e calhou estar aqui na mesma altura em que o lugar no Tottenham ficou vago», explicou. «Assim que se está na cidade, as pessoas ligam os pontos e nunca se tratou de me deixar levar pelos rumores. Estou a dizer a verdade, houve muita especulação e conversa e eu estava a desvalorizar a situação, e bem», afirmou.

Quando questionado diretamente se tinha tido alguma conversa com os spurs, a resposta de Dyche foi categórica: «Não, não tive.»

Apesar da sua reputação como especialista em salvar equipas da despromoção, construída durante as suas passagens pelo Everton e Burnley, o Tottenham não o contactou. No entanto, Dyche revelou que o dinheiro não seria um fator decisivo para aceitar o desafio nos spurs.

«Obviamente, na carreira que tenho, paga-se bem, mas eu não iria para lá à procura de dinheiro», afirmou. «Podiam oferecer-me uma quantia enorme de dinheiro, tenho a certeza de que são capazes disso e, alegadamente, ofereceram uma quantia enorme a [Roberto] De Zerbi. A questão teria sido: o que é que vocês [spurs] me vão ajudar a ganhar como ser humano? O que é que eu ganharia? Nem mesmo todo o dinheiro do Mundo me convenceria a ir para o Tottenham», garantiu.

O treinador inglês elaborou sobre os riscos profissionais e pessoais que o cargo implicaria: «Digamos que se vai para lá e se faz o trabalho [evitar a despromoção], e na época seguinte, se não se está entre os quatro primeiros e o futebol não é o que eles querem, então és um lixo e querem-te fora. Portanto, não se ganha muito com isso, pois não? E isto se o trabalho for feito, porque não é fácil.»

«Se não se fizer o trabalho, então, de alguma forma, a culpa de ter feito o Tottenham descer de divisão recai sobre mim. Isso não é bom para mim como ser humano, isto já nem sequer é sobre futebol. Depois recebe-se algum dinheiro e eu penso, não tenho sede disso. Eu tenho algum dinheiro», concluiu.

Dyche é mais conhecido pelo seu trabalho no Burnley, onde conseguiu duas promoções à Premier League e um sétimo lugar em 2018. Mais recentemente, ajudou o Everton a garantir a manutenção na época 2022/23, antes de ser despedido em janeiro de 2025, numa temporada marcada pela dedução de oito pontos ao clube por infrações às regras financeiras.

O Tottenham acabou por contratar o italiano Roberto De Zerbi, cuja tarefa imediata é evitar a descida ao Championship. O salário do novo treinador, o terceiro mais alto da Premier League, atrás apenas de Pep Guardiola e Mikel Arteta, reflete a aposta do clube na sua contratação.