Nasceu em Guimarães e decidiu o dérbi para o SC Braga
Nasceu no concelho de Guimarães, na vila das Taipas, e foi ele quem saltou do banco para dar ao SC Braga a primeira vitória na Liga, por 1-0, na receção ao rival Vitória, clube por onde Diego Rodrigues também passou na formação. Na ausência do pé esquerdo de Ricardo Horta, foi o pé esquerdo do camisola 50 a fazer as delícias dos adeptos bracarenses.
Aos 21 anos, Diego deixou de ser apenas uma promessa da formação. É, efetivamente, uma opção para o presente e um nome a seguir no futuro, depois de um processo de maturação que começou há duas épocas, pela mão de Carlos Carvalhal. Já lá vamos. O médio deu os primeiros pontapés numa bola aos sete anos, quando começou a jogar no Caçadores das Taipas, clube ao qual a família mantém uma forte ligação: o pai, Ronaldo Rodrigues, representou os taipenses entre 2008 e 2011.
O percurso de Diego Rodrigues até à equipa principal do SC Braga tem raízes bem vincadas no Minho. Entre 2013 e 2020, o crescimento foi feito nas camadas jovens do Caçadores das Taipas e do Vitória de Guimarães, antes de atravessar, em 2020/21, a fronteira da rivalidade para ingressar no SC Braga. Pelo caminho, teve ainda uma experiência no Palmeiras, espécie de satélite dos bracarenses, onde também cresceram craques como Tomás Araújo, Samu Costa, Pedro Neto ou Trincão, entre outros.
O salto para a montra da Liga chegou a 4 de janeiro de 2025, na deslocação ao Benfica. Carvalhal lançou Diego Rodrigues ao intervalo, para o lugar de Gorby, e o jovem somou então os primeiros minutos no principal escalão do futebol português. A estreia na Luz confirmou este caminho de progressão constante. Diego Rodrigues respondeu à oportunidade e acabaria por se fixar nas opções da equipa principal, fechando a temporada com 11 jogos e duas assistências.
Em alta neste arranque de época, a terceira ao mais alto nível, o jogador nunca escondeu as referências que ajudam a explicar o seu perfil. Cristiano Ronaldo é um dos seus ídolos, mas também aponta Kevin De Bruyne e Kroos como modelos. A capacidade para organizar e cultivar uma relação saudável com o golo tem sido, precisamente, uma das suas armas. Que o diga o Vitória.
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