José Mourinho levou a cabo uma revolução nos 'merengues'
José Mourinho levou a cabo uma revolução nos 'merengues' - Foto: IMAGO

A revolução de Mourinho: como o Real Madrid renovou o plantel por €260 milhões

Chegaram aos 'merengues' seis caras novas no mercado de verão, com Yan Diomande a encabeçar a lista de reforços. Objetivo de recolocar o clube na rota dos títulos em marcha

O Real Madrid investiu cerca de 260 milhões de euros no verão para remodelar o plantel sob a nova liderança de José Mourinho, naquela que foi a maior despesa do clube no mercado de transferências desde 2019. O treinador português foi a escolha de Florentino Pérez para suceder a Álvaro Arbeloa, num regresso que visa recolocar os merengues na rota dos títulos, após duas (raras) épocas consecutivas sem conquistar troféus importantes.

A nomeação do técnico ocorreu a 11 de junho, mas a estratégia para o mercado já estava a ser delineada desde o início de maio, através de reuniões entre Mourinho, Jorge Mendes, e a cúpula siretiva do clube, que inclui Pérez, o diretor-geral José Ángel Sánchez e o chefe de prospeção Juni Calafat. O investimento total inclui os 15 milhões de euros pagos ao Benfica para libertar o treinador do seu contrato.

A genial estratégia de mercado de vendas do Real Madrid

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Para reforçar o plantel, chegaram seis novos jogadores. O extremo Yan Diomande, proveniente do RB Leipzig, representou a contratação mais cara, podendo o negócio atingir um valor recorde para o clube de 140 milhões de euros. Marc Cucurella foi contratado ao Chelsea por um montante que pode chegar aos 60 milhões, enquanto o avançado Carlos Espi chegou do Levante por 25 milhões e o lateral-direito Denzel Dumfries foi adquirido ao Inter por 20 milhões. A custo zero, juntaram-se o defesa-central Ibrahima Konaté, ex-Liverpool, e o médio Bernardo Silva, ex-Manchester City.

As contratações dos merengues no verão de 2026

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A influência de Mourinho no processo de recrutamento marcou uma viragem em relação a treinadores anteriores como Carlo Ancelotti, Xabi Alonso e Arbeloa, que não eram tão consultados. Esta colaboração estreita entre a direção e o técnico resultou num sentimento partilhado de sucesso neste mercado, com a convicção de que o plantel está agora preparado para lutar por todos os títulos.

Apesar do otimismo, vozes internas e externas apontam a falta de um médio capaz de ditar o ritmo de jogo, sendo a preferência de Rodri em juntar-se ao Barcelona vista como um revés nesse sentido.

Desde o início, houve consenso sobre as posições a reforçar: um lateral-direito para competir com Trent Alexander-Arnold, pelo menos um defesa-central dominante, um lateral-esquerdo de topo e um médio criativo. As contratações de Konaté (oficializada a 18 de junho) e Dumfries (a 5 de julho) foram planeadas ainda antes da reeleição de Pérez a 7 de junho.

Numa demonstração de força no mercado, o Real Madrid antecipou-se ao Barcelona e ao Atlético de Madrid para garantir Marc Cucurella por 55 milhões de euros, mais 5 milhões em variáveis.

O clube voltou a superar a concorrência dos rivais ao assegurar Bernardo Silva, de 32 anos, após a sua saída do Manchester City.

No que diz respeito ao ataque, a contratação de um ponta de lança não era prioritária, mas a saída de Gonzalo Garcia para o Fulham por 40 milhões de euros abriu caminho à chegada de Espi, satisfazendo o desejo de Mourinho de ter um avançado semelhante a Joselu. A necessidade de um extremo-direito também não era inicial, mas ganhou força após o Mundial. O Real Madrid entrou na corrida por Diomande, do RB Leipzig, e, apesar do forte interesse de Liverpool e PSG, conseguiu fechar o negócio por um valor que pode atingir os 140 milhões de euros.

Internamente, a renovação de contrato de Vinícius Júnior até 2032 foi vista como um sucesso equiparável a uma grande contratação. O extremo brasileiro de 26 anos esteve muito tentado a juntar-se ao Arsenal, mas longas negociações ditaram a sua permanência no Bernabéu.

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