Martim Costa voa para mais um golo do Sporting frente ao Benfica, na final da Taça de Portugal - Foto: CARLOS BARROSO/LUSA
Martim Costa voa para mais um golo do Sporting frente ao Benfica, na final da Taça de Portugal - Foto: CARLOS BARROSO/LUSA

Os Invencíveis! Sporting bate Benfica em final louca e conquista a Taça

Triunfo dos leões por 41-39, no prolongamento

Os Invencíveis! Podia ser o título de um filme de super-heróis. Mas é apenas o resumo do filme da época do Sporting em Portugal.

Neste domingo, no dérbi que fechava a época, a equipa de Ricardo Costa bateu o Benfica (41-39, após prolongamento) e conquistou a Taça de Portugal, confirmando uma temporada imaculada, só com vitórias as competições domésticas.

E mais do que isso. O domínio em Portugal é tal que o Sporting conquistou o décimo troféu consecutivo. Desde a conquista da Taça de Portugal em 2023 que os leões papam tudo, conseguindo agora o terceiro triplete consecutivo.

Fê-lo com um sofrimento como há muito não se via, com direito a prolongamento e um golo de Martim Costa a segundos do fim, depois de o Benfica ter desperdiçado três oportunidades para passar para dois golos de diferença nos últimos minutos.

Na frente do início (quase) ao fim

Os leões lideraram o marcador desde o primeiro minuto e construíram rapidamente uma vantagem confortável. Ainda assim, uma boa resposta do Benfica - sempre a jogar no risco do 7x6! - permitiu reequilibrar o jogo.

Apesar de Kiko Costa e Orri Thorkelsson – sobretudo eles! - terem conseguido penalizar os erros do ataque encarnado, a estratégia de risco habitualmente adotada por Jota González contra o Sporting permitiu, desta vez manter algum equilíbrio no resultado e ao intervalo a vantagem leonina era de apenas três golos (20-17).

À semelhança do que acontecera no início do jogo, porém, o Sporting voltou a disparar logo no recomeço para cinco golos e apesar de não ter conseguido subir essa vantagem, isso deu uma folga aos leões, que lhes permitiu ir gerindo o jogo com alguma tranquilidade.

Só que esta última versão do Benfica de Jota González nunca desistiu de lutar pelo resultado e conseguiu manter alguma incerteza, apesar das desvantagens de três/quatro golos.

E nos últimos minutos, o impensável aconteceu mesmo. A primeira vantagem das águias no jogo surgiu a pouco mais de 1m30 do final, muito graças a um gigante Capdeville na baliza encarnada e um Gabriel Cavalcanti imparável, bem acompanhado na reta final por Migallón, com golos decisivos.

Valeu ao Sporting a frieza de Thorkelsson, que não tremeu da linha de sete metros a cinco segundos do fim, levando o jogo para o prolongamento com um empate 35-35.

Quem não mata....

No tempo-extra, por muito estranho que possa parecer, até foi o Benfica que esteve por cima, com Capdeville a prolongar a exibição notável.

As águias chegaram à vantagem e depois foram desperdiçando oportunidade atrás de oportunidade para passar para dois de vantagem. E do outro lado está uma equipa batida em lutas intensas, que perante o desperdício do rival - em vantagem, os encarnados desperdiçaram três ataques na 2.ª parte do prolongamento sem sequer rematar! - matou o sonho do Benfica no último suspiro, graças a um golo de Martim Costa.

Os comandados de Jota González ainda tentaram em desespero um remate do meio-campo que morreu nas mãos de Victor Romero, que ainda marcou mais um golo com um remate de costa a costa.

(em atualização)

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