Gastão Elias, o Mágico, termina carreira aos 35 anos com despedida emocionante
Chegou ao fim o percurso de um dos nomes maiores da história do ténis nacional. Aos 35 anos, Gastão Elias despediu-se, esta terça-feira, dos courts profissionais na primeira ronda do Lisboa Belém Open, disputado no Club Internacional de Foot-Ball (CIF).
Cinco meses após a lesão que precipitou o anúncio do adeus, o tenista despediu-se em pleno court, num recinto que sempre considerou a sua casa e perante os familiares e amigos mais próximos. No derradeiro encontro de uma carreira com perto de duas décadas, Gastão Elias acabou superado pelo italiano Francesco Passaro — recente vencedor dos torneios de Palermo e da Maia —, com um duplo 6-2.
Ao longo da carreira profissional, Gastão Elias atingiu o 57.º lugar da hierarquia mundial ATP, marcou presença nos quatro torneios do Grand Slam e defendeu a seleção na Taça Davis. Deixou igualmente marca nos Jogos Olímpicos, ao tornar-se no primeiro atleta luso a vencer um encontro de singulares no torneio olímpico, além de ter estabelecido recordes no circuito Challenger, onde somou dez títulos conquistados num total de 23 finais disputadas.
Na despedida, Gastão Elias não escondeu a emoção, entre vários agradecimentos. «Agradecer às pessoas aqui presentes, muitas deles desde muito cedo presentes na minha carreira. Os meus pais estão literalmente desde o dia 1. Queria-lhes agradecer, comecei por causa deles. Não sei se consigo começar a dizer nomes, vou-me esquecer de muita gente e fica feio. Há pessoas a quem preciso de agradecer. Preciso de agradecer à Federação Portuguesa de Ténis, que nos proporcionou a possibilidade de competir em casa. Se não fosse isso, provavelmente a minha carreira teria acabado uns três ou quatro anos mais cedo. Têm um papel importante e agradeço o que têm feito. Agradecer ao Gui, que veio o Brasil só para isto. É de louvar. Agradecer também ao Luís. Obrigado por tudo, sei que não foi fácil, muitas semanas longe de casa. Rute [namorada]... Acho que não vou conseguir dizer nada. Tenho pena que só tenhas aparecido nestes últimos anos. Foste a pessoa que me deu força para continuar a lutar e a voltar de todas as lesões. Se não fosse por tua causa, se calhar teria acabado bem mais cedo», disse, entre lágrimas.<