«Não fiz qualquer promessa, já sabia que ia ser campeão»
O FC Thun sagrou-se campeão da Suíça este ano, na época que se seguiu à subida de divisão. Nélson Ferreira, português e antigo jogador do clube, explica a A BOLA como chegou à equipa técnica do vencedor do campeonato.
- Explique quais são as suas funções atuais na equipa técnica do FC Thun. Era isto que tinha em mente antes de acabar a carreira?
- Não era. Treinei os juniores quando acabei a carreira. Há dois anos Mauro Lustrinelli tornou-se treinador, e como ele me conhece já há muitos anos, e por termos jogado juntos, ele sempre quis que eu estivesse no staff dele. Aí comecei a ajudar, agora trabalho como adjunto e trabalho com os jogadores ofensivos durante o treino.
- Sendo treinador-adjunto, tem planos para se aprofundar mais na profissão e até num futuro ser treinador principal ou não lhe passa pela cabeça?
- Não me passa pela cabeça, eu estou a fazer o meu trabalho e gosto muito, ajudo muito os jovens a trabalhar, por isso, neste momento, digo que não. Mas nunca se sabe o dia de amanhã.
- A sua relação com Mauro Lustrinell é profissional ou depois de tantos anos já se torna um amigo, quase familiar?
- As duas coisas. Nós conhecemo-nos há muito tempo, jogámos juntos e conhecemo-nos de olhos fechados. Isso ajuda muito no trabalho que fazemos no dia-a-dia.
- Sendo responsável pelo treino dos jogadores ofensivos, como explica o elevado número de golos marcados às melhores equipas do campeonato?
- É o trabalho do dia-a-dia. Um jogador vai chutar à baliza e nós fazemos a pergunta: ‘chutas para marcar ou chutas só para atirar à baliza?’.Os jogadores que temos estão a crescer nesse pensamento. A relação entre mim e os jogadores fá-los crescer, sou amigo dos jogadores. Somos um clube que olha muito para isso.
- Fez alguma promessa caso fossem campeões que agora vai ter de cumprir?
- Não fiz qualquer promessa, já sabia que ia ser campeão.
Entrevista de Rafael Pires