«Nada maior do que o FC Porto», o advogado de Mora e a febre: tudo o que disse Farioli
— Os golos foram marcados por dois jogadores — Nehuén Pérez e Borja Sainz — que vinham de uma situação difícil. O que significa?
— Ambos merecem pelo trabalho que dedicaram. O Nehuén porque, desde o momento em que se lesionou e após a cirurgia, trabalhou arduamente. É um excelente rapaz que está sempre a pôr-se ao serviço da equipa. No início da semana, disse-lhe que o melhor era ir jogar com a equipa B para ganhar minutos. Disse que sim, porque sentiu que era o passo certo. Ontem tivemos um problema com o Martim Fernandes na última bola do treino e dei-lhe a oportunidade de jogar. Fico muito feliz pelo golo, mas especialmente pela exibição. Acho que merece uma noite assim. Também estou muito feliz pelo Borja, que procurava este golo há muito tempo e é um jogador que trabalha arduamente pela equipa.
— O pragmatismo visto hoje vai ser a imagem do FC Porto para esta temporada?
— Jogámos num campo muito difícil contra uma equipa organizada. O Rio Ave tem qualidades individuais, jogadores fortes fisicamente. Por isso, nunca é fácil ganhar, nem fazer jogos espetaculares, quando a situação se complica como hoje. Fomos eficazes, mas há muito a melhorar.
— No final do jogo, estava com um semblante fechado. Porquê?
— Porque estou com 38,5 de febre desde esta manhã [risos]. Não, não estava preocupado com nada do jogo ou com algum atleta.
— Rodrigo Mora não foi titular nem entrou. É, neste momento, uma terceira opção?
— Às vezes, gostam de construir uma narrativa para criar comentários. Quem diz isso não sabe se o Mora é a primeira, a segunda ou a terceira escolha, porque nunca falou comigo. Isto é algo que, honestamente, não ajuda ninguém, porque quando alguém próximo de ti vai falar e toma uma certa posição, está a colocar as pessoas de quem deveria cuidar debaixo de uma luz que não é a correta. Tomo decisões, estou aqui para escolher onze jogadores para começar e alguns outros para entrar. Quando tens jogadores como o Gabri e o Mora na mesma posição, é um privilégio, mas tens de tomar decisões. Não há muita diferença entre um ou outro. Na época passada, o Rodrigo jogou quase 2.000 minutos e o Gabri 2.400. Depois, claro, todos podem ter certas expectativas, mas o que fazemos com eles fazemos também com outros. Todos aceitaram e, se não aceitarem, de qualquer forma é a minha decisão. Sou pago para tomá-las e gerir o plantel. O grupo é a prioridade porque acredito verdadeiramente, e cada dia mais, que não há nada maior do que o FC Porto.
Quem diz isso não sabe se o Mora é a primeira, a segunda ou a terceira escolha, porque nunca falou comigo. Isto é algo que, honestamente, não ajuda ninguém, porque quando alguém próximo de ti vai falar e toma uma certa posição, está a colocar as pessoas de quem deveria cuidar debaixo de uma luz que não é a correta
— O Santiago Giménez é, de facto, um jogador que interessa?
— Leio bastante as notícias, muita especulação, e às vezes não são verdade. É o mercado, todos têm de desempenhar um certo papel. Lançam-se nomes por todo o lado, às vezes com um pouco mais de precisão, outras vezes com um pouco menos.
— Que papel teve o Kiwior na construção e de que forma é que o posicionamento do Nehuén Pérez nessa primeira fase de construção foi importante para o FC Porto progredir com bola?
— De acordo com a forma como a oposição se posiciona no campo, há um momento em que o defesa central precisa de tomar uma certa iniciativa. Precisamos deste nível de iniciativa, agressividade com a bola, e quando um central é chamado a este tipo de ação, claro que eles têm de ir e ganhar metros com a bola. Sobre o Nehuén, acho que geriu muito bem uma posição que é um pouco invulgar. Falei com ele para saber se se sentia confortável e ele disse que jogava onde fosse preciso. É um rapaz inteligente, é muito flexível e adaptável e fez um jogo muito bom.