Declarações do presidente do FC Porto no âmbito das comemorações do 133.º aniversário do clube
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Samu recorda recuperação: «Há dias em que nem sequer te apetece levantar da cama»

Avançado do FC Porto regressou de lesão no clássico com o Benfica e garante que nunca esquecerá receção no Dragão

De regresso aos relvados após uma paragem prolongada, Samu abordou a fase difícil que ultrapassou. Em declarações a Pablo Villa, no programa La Tribu da Radio MARCA, o avançado do FC Porto, que voltou às opções de Farioli no clássico com o Benfica, detalhou o processo de recuperação de uma grave lesão e a emoção sentida ao voltar a competir.

O jogador, que recuperou de uma rotura do ligamento cruzado — problema físico que o impediu de comparecer na seleção de Espanha —, festejou o regresso aos relvados. «A verdade é que foi um caminho muito longo. Graças a Deus chegou ao fim», confessou Samu, destacando a calorosa receção dos adeptos: «A forma como o estádio me recebeu foi incrível, algo que nunca vou esquecer.»

A reaparição do ponta de lança acabou por suceder mais cedo do que o inicialmente previsto. «Não estava planeado regressar nesse jogo, mas no final tudo correu como tinha sonhado», explicou, referindo que as boas sensações nos treinos levaram os médicos a concederem-lhe a respetiva alta clínica.

Samu não escondeu os períodos de grande desgaste anímico durante a reabilitação. «Há dias em que nem sequer te apetece levantar da cama. Há dias em que dás um passo e sentes-te mais perto e, se calhar, no dia seguinte não te sentes como pensavas que te ias sentir. É um acumular de emoções», relatou, sublinhando que a experiência o fez valorizar ainda mais o quotidiano desportivo.

O avançado admitiu ainda o impacto imediato ao saber da gravidade do problema físico: «A primeira coisa em que pensei, não vou mentir, foi no Mundial.» O desabafo emocional ressurgiu no apito final da partida de regresso: «A última vez que chorei foi quando terminou o jogo em que voltei a jogar. No fundo, é como uma libertação de que tudo já passou.» Atualmente, a confiança está restabelecida: «Sinceramente, quando me vejo a treinar, é como se não me tivesse lesionado. Até me sinto melhor do que antes.»

Questionado sobre a passagem pelo Atlético Madrid, onde acabaria cedido ao Alavés, o jogador relembrou a intensidade dessa etapa. «Esta história foi como um filme. Vivi tudo muito intensamente porque me contrataram quando eu era ninguém», assumiu, reiterando a gratidão pelo emblema madrileno, apesar dos momentos complexos vividos antes da despedida: «Aconteceram muitas coisas que também não quero contar, porque foi um período em que passei muito mal.»

Em relação a Diego Simeone, Samu afastou qualquer sentimento de rancor: «Não tenho nada contra ele. É uma luta de interesses e acho que foram coisas do passado que a pessoa acaba por esquecer. Também não sou rancoroso.»

Com o regresso aos relvados consumado, Samu definiu como meta a reintegração na seleção espanhola. «É um objetivo regressar o quanto antes, estar na dinâmica com eles e poder desfrutar da seleção. Sei que é difícil, mas confio muito em mim. Sei que, se fizer as coisas bem, tenho grandes hipóteses de voltar», frisou.

A terminar, o avançado pronunciou-se sobre a atribuição do prémio da Bola de Ouro, apontando a sua preferência: «No fim de contas, daria a um espanhol, mas particularmente daria ao Lamine, porque é um jogador diferenciador. É o escolhido. Temos a sorte de desfrutar dele na seleção e oxalá possa levar o troféu para casa», concluiu.

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