Mundial: mensagem política e nova polémica com o Irão
A seleção do Irão já se encontra no México — um dos organizadores do Mundial, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá —, e na chegada a Tijuana — para onde foi transferida a sua base de preparação para a prova — houve mensagem política e... polémica em torno dos bilhetes para a competição.
When the Iran team landed in Tijuana, Mexico on Sunday morning, players wore pin badges on their lapels that read ‘#168’.
— The Athletic | Football (@TheAthleticFC) June 8, 2026
The design, replicating an online hashtag, commemorates the number of children killed at an elementary school on the first day of the U.S.-Iran conflict -… pic.twitter.com/K4SL3KJkVG
Pouco depois de a comitiva exibir a inscrição #168 nas lapelas, numa homenagem ao número de crianças que morreram num ataque a uma escola primária no primeiro dia do conflito entre os EUA e o Irão (28 de fevereiro de 2026), a Federação Iraniana de Futebol queixou-se de que não lhe foram atribuídos bilhetes para os jogos da fase de grupos, tendo apelado à intervenção da FIFA.
A agência noticiosa ISNA citou um comunicado da FFI, no qual se afirma que os EUA tomaram medidas para impedir a presença de adeptos iranianos nos jogos em Los Angeles contra a Nova Zelândia e a Bélgica, e em Seattle contra o Egito. De acordo com os regulamentos da FIFA e do torneio, cada federação recebe 8 por cento dos bilhetes para os jogos da sua equipa.
Além de o Irão ser um dos vários países cujos cidadãos têm sido impedidos de entrar em território norte-americano desde que Donald Trump voltou à presidência, o país está atualmente em conflito com os Estados Unidos, desde a ofensiva militar norte-americana e israelita de 28 de fevereiro.
Recorde-se que a seleção iraniana transferiu o seu centro de treinos dos EUA para o México, podendo viajar para os seus jogos e regressar apenas no dia em que estes se realizam. Quinze membros da delegação iraniana não obtiveram vistos para os EUA, recordou a agência DPA.
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