Mundial: Desafio gigante contra jogadores fisicamente enormes
Em Toulouse, ao jogo número 40 do Mundial, os Lobos defrontam um XV fijiano preparado para entrar em campo guiado por dois propósitos: garantir a passagem aos quartos de final, ao lado do já apurado País de Gales, e «quebrar fisicamente» o adversário.
«Fisicamente são enormes», alertou Luís Pissarra, treinador adjunto de Portugal. Foi através da força dos músculos que os fijianos voadores «atacaram a Austrália, a Geórgia, o País de Gales e de certeza que vão fazer isso connosco», alertou.
Para além da fisicalidade, a imprevisibilidade do jogo da seleção do Pacifico Sul pode lançar dúvidas na preparação do encontro. «Podemos prepará-los para uma determinada forma de as Fiji jogarem e eles, pela sua imprevisibilidade e características, fazerem tudo ao contrário. E isso é um desafio gigante para os jogadores», sublinhou Pissarra, em conferência de imprensa, em Perpignan, Parc des Sport, quartel-general dos Lobos.
Se a componente ofensiva e a velocidade está no ADN das duas nações, Pissarra acautela que Portugal terá de «ser muito forte na defesa, na pressão e agressividade defensiva. Esse terá de ser o segredo para a nossa vitória», assinalou.
A derradeira partida no Mundial, onde até agora a Seleção somou um empate (18-18) diante a Geórgia e duas derrotas com País de Gales e Austrália, merece uma chamada de atenção quando faltam 80 minutos para o fim do caminho trilhado.
O adeus ao França-2023 «não pode ficar manchado por um jogo em que, sendo o último, a equipa acabe por desligar», disse. «A pressão que sentimos hoje tem de ser igual à do primeiro encontro, de começar bem. Porque a memória que ficará para o futuro é a do último jogo e nós temos de acabar muito bem. É essa a pressão que temos, que sentimos», concluiu.