O estádio Riazor
O estádio Riazor

Mundial 2030: há mais uma cidade a desistir de ser sede

Riazor, estádio do Deportivo, era uma das onze cidades-sede propostas pela RFEF

A Corunha decidiu retirar a sua candidatura a cidade-sede do Mundial 2030, organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, que significa que o estádio Riazor não receberá qualquer partida do torneio. A decisão será explicada publicamente esta segunda-feira pela presidente da câmara, Inés Rey, e pelo presidente do Deportivo, Juan Carlos Escotet.

Esta situação abre caminho a Valência e Vigo, que se encontram agora na linha da frente para assegurar um lugar na lista final de sedes espanholas. Atualmente, nem o Nou Mestalla (futuro estádio do Valência) nem o Balaídos (Vigo) integram a lista oficial, mas o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, já manifestou por diversas vezes o seu interesse em que ambas as cidades se tornem sedes.

A renúncia da Corunha surge após uma série de dificuldades que o projeto enfrentou e a dos dois dias da visita oficial da FIFA, que já esteve na Luz, no Dragão e em Alvalade. A falta de tempo para avançar com a candidatura, os desafios no financiamento e os problemas relacionados com a mobilidade na cidade levaram a autarquia a abandonar a ambição de voltar a receber um Mundial. Anteriormente, já Málaga (o estádio La Rosaleda) tinha 'saltado do barco'.

A FIFA exige que os recintos para acolher jogos do Mundial tenham capacidade mínima para 40 mil espectadores, o que não é o caso do Riazor, que consegue acolher, atualmente, quase 33 mil adeptos nas bancadas. O Deportivo tem 27.500 sócios registados e o emblema da Galiza temia que a obra para aumento da capacidade fosse despropositada e resultasse em bancadas vazias no futuro.