Costa do Marfim no jogo de preparação com França
Costa do Marfim no jogo de preparação com França

Mundial 2026: Costa do Marfim sem adeptos nos Estados Unidos por falta de vistos

Julien Kouadio Adonis, presidente do Comité Nacional de Apoio aos Elefantes (CNSE), manifestou a sua frustração com a situação

A Costa do Marfim não contará com o apoio dos seus adeptos vindos do país nos jogos do Mundial 2026 devido à recusa na emissão de vistos por parte das autoridades norte-americanas.

A denúncia foi feita por Julien Kouadio Adonis, presidente do Comité Nacional de Apoio aos Elefantes (CNSE), que manifestou a sua frustração com a situação. «Os adeptos renunciaram à viagem porque o Estado norte-americano não quer ver adeptos de certos países, incluindo a Costa do Marfim, em seu solo. Os Estados Unidos foram claros connosco ao dizer que não queriam ver os nossos adeptos», lamentou.

A expectativa inicial era levar cerca de 500 adeptos para apoiar a equipa, mas a política migratória restritiva dos EUA impediu a viagem. Esta situação não é um caso isolado, visto que até o árbitro somali Omar Artan foi impedido de entrar no país no passado sábado, apesar de possuir um visto válido.

Julien Kouadio Adonis, líder do organismo tutelado pelo Ministério dos Desportos, expressou a sua profunda desilusão. «Esta situação magoa-nos muito, pois impede-nos de cumprir o nosso dever soberano, que é apoiar a nossa equipa. Poderíamos ter apresentado a nossa cultura, o nosso saber-fazer em matéria de apoio nas bancadas», afirmou.

Apenas uma pequena delegação de oficiais do CNSE, composta por menos de 10 pessoas, obteve autorização para viajar. Segundo Kouadio, a obtenção destes vistos foi um processo difícil que exigiu «discussão e negociação para nos fazermos ouvir». A principal tarefa desta delegação será «enquadrar os adeptos costa-marfinenses que já residem nos Estados Unidos».

Recorde-se que, em participações anteriores em Mundiais (2006, 2010 e 2014) e em Taças das Nações Africanas, o CNSE costumava enviar várias dezenas de adeptos para apoiar a seleção.

Estas restrições, que se somam ao custo elevado dos bilhetes, alimentam as críticas a um Mundial cada vez mais distante dos adeptos comuns. O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, já tinha avisado no início do ano: «O vosso bilhete não é um visto.»

A iniciar sessão com Google...