Zidane conquistou três Champions no Real Madrid (IMAGO)
Zidane conquistou três Champions no Real Madrid (IMAGO)

França ansiosa pela chegada de Zidane: «É uma lenda»

Novo selecionador é conhecido esta terça-feira; país aguarda pela nomeação do técnico que deixou uma marca indelével no Real Madrid, de onde saiu há cinco anos

França espera pacientemente pela apresentação oficial de Zinédine Zidane como o novo selecionador dos gauleses. Esta terça-feira às 10h00, a Federação Francesa de Futebol (FFF) prepara-se para anunciar o sucessor de Didier Deschamps, que será o antigo treinador do Real Madrid e ex-colega de Deschamps na seleção que venceu o Mundial de 1998.

Na antecipação a um dia que promete ser histórico para os gauleses, a FFF anunciou os preços dos bilhetes para o duelo que deverá marcar a estreia de Zidane em solo nacional.

A França começa a participação na Liga das Nações no dia 25 de setembro, na Turquia, seguindo-se novo encontro na Bélgica, três dias depois. Será então a 2 de outubro que o sucessor de Deschamps jogará em casa pela primeira vez, num clássico contra Itália, no Stade de France. O mesmo palco vai acolher a receção da Bélgica no dia 5 de outubro.

Para ambos esses encontros em Saint-Dennis, os bilhetes mais baratos custam 35€ e os mais caros 175€. A FFF aguarda que os ingressos esgotem, não só por França ser uma seleção que atrai sempre inúmeros espectadores, mas também porque os encontros vão marcar a estreia de Zidane à frente da seleção que representou, pela última vez, na final do Mundial de 2006, onde saiu cabisbaixo depois de dar uma cabeçada a Materazzi. Zidane assistiu, mais tarde, à derrota do seu país nos penáltis. Uma história que não quer repetir, ao contrário daquela que ajudou a escrever em 1998 — essa sim servirá de motivação para o ex-jogador, que espera levar de novo o seu país à glória em 2030.

«Ele é como um irmão»

Karim Benzema teve muito sucesso ao ser treinado por Zidane no Real Madrid: venceu três Ligas dos Campeões e duas LaLigas, marcando 108 golos em 217 jogos. Como tal, não escondeu a felicidade por ver o compatriota nesta posição.

«É uma lenda e é como um irmão mais velho. Não sei se será ele o selecionador, mas se for ele, fico muito contente», disse ao site francês Konbini.

Cinco anos de espera

A carreira de Zidane enquanto treinador parece decorrer sempre ao sabor daquilo que o antigo Bola de Ouro pretende. Começou no Real Madrid Castilla, sendo promovido à equipa principal a meio da época 2015/16. Lá ficou até ao final da temporada 2017/18, depois de ganhar três Ligas dos Campeões de forma consecutiva — o Real foi a primeira equipa a ganhar a prova em anos consecutivos desde o fim da Taça dos Campeões Europeus, em 1992 —, além de uma La Liga, dois Mundiais de Clubes e três Supertaças (duas europeias e uma espanhola). E na altura, decidiu sair nos próprios termos.

«Após três anos, é difícil continuar, ainda mais depois de termos ganho três Ligas dos Campeões. Simplesmente não conseguia ver com clareza que iríamos voltar a ganhá-la», disse na despedida. Mas o regresso foi rápido, aconteceu no final de 2018/19, numa época marcada pela saída de Cristiano Ronaldo e pelas apostas falhadas em Julen Lopetegui e Santiago Solari.

O sucesso não demorou a regressar, com Zidane a levar o Real à conquista da La Liga em 2019/20. No entanto, após uma época sem qualquer troféu conquistado, Zidane decidiu, novamente, dizer «adeus» ao Real.

«Respeitamos a decisão de Zidane», comunicou na altura o clube, deixando claro que, de novo, fora o treinador a decidir deixar o cargo. Foram 11 troféus ganhos em 263 jogos à frente de um dos maiores clubes do mundo. Zidane está desde então fora do mundo do futebol, mundo esse que também aguarda pelo seu regresso. Cinco anos depois, ele está à porta, pronto para marcar uma nova era na seleção dos bleus.

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