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Mundial 2026 ainda mexe com Bruno Guimarães: «É uma ferida e magoa-me»
Bruno Guimarães quebrou o silêncio sobre o penálti que falhou na eliminação do Brasil frente à Noruega, nos oitavos de final do Mundial 2026. O médio assumiu a responsabilidade pela marcação aos 13 minutos da primeira parte, quando o resultado estava 0-0, mas o guarda-redes Nyland defendeu o remate.
O lance, ocorrido nos oitavos de final, acabou por ser decisivo no desfecho da partida. O Brasil viria a perder por 1-2, com dois golos de Erling Haaland na segunda parte, sendo eliminado da competição. Neymar ainda reduziu, também de penálti, já na compensação, mas foi insuficiente para evitar a derrota.
O jogador confessou que a memória do erro ainda é dolorosa. «É um sentimento muito mau, definitivamente. Falhar um penálti faz parte do futebol, mas nunca estamos prontos para que isso aconteça. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito que isto tenha acontecido», afirmou Bruno Guimarães.
Apesar da dor, o jogador do Arsenal encara o episódio como uma lição. «Muitas vezes, aprende-se com a vitória, mas normalmente aprendemos com a derrota, com aquilo que não correu bem. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante», acrescentou, sublinhando a importância de seguir em frente: «Não dá para mudar o passado, e sim o futuro.»
Após a eliminação, levantaram-se questões sobre a escolha do marcador, uma vez que Vinícius Júnior também estava em campo. Bruno Guimarães esclareceu que a decisão foi tomada antes do jogo. «O treinador determina quem vai bater. Eu fui o escolhido», explicou, lamentando que o colega de equipa tenha sido envolvido na polémica.
«Fico triste pela cobrança sobre o Vinícius, mas, no momento, o penálti foi-me delegado a mim. Acho que essa é a resposta que posso dar. Fico triste com o que aconteceu, não só pelo Vinícius, pelos outros jogadores, pelos nossos adeptos, por todo o mundo que estava a torcer por nós.»
O médio garantiu ainda que não fugirá a futuras responsabilidades. «Se houvesse outro penálti e eu fosse o escolhido, não me iria esconder. Vou bater de novo mil vezes se tiver de o fazer, porque representar esta camisola representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida», assegurou.