Gianni Infantino, presidente da FIFA - Foto: IMAGO

Mudanças revolucionárias no futebol: cinco novas regras a caminho?

FIFA quer combater perda de tempo durante os jogos

A FIFA está a considerar uma série de propostas com o objetivo de combater a perda de tempo durante os jogos. Uma das medidas a ser discutida na reunião anual do International Football Association Board (IFAB), que se realiza no sábado, no País de Gales, é a obrigatoriedade de os jogadores que recebem assistência médica em campo abandonarem o relvado por um minuto. O objetivo é evitar a quebra de ritmo e a perda de tempo.

Após as reações positivas a nível mundial à regra introduzida para a temporada 2025/26, que impede os guarda-redes de reter a bola por demasiado tempo (máximo de oito segundos), outras medidas para reduzir a duração das interrupções durante os jogos serão consideradas.

Contagem decrescente para lançamentos e pontapés de baliza

Entre as propostas está a aplicação do princípio da contagem decrescente para a execução de lançamentos laterais e pontapés de baliza. De acordo com esta regra, os árbitros começariam a cronometrar assim que percebessem que os jogadores estão a demorar a executar. Até agora, a única medida aprovada foi a dos oito segundos para o guarda-redes quando a bola está em jogo e tem de ser reposta.

Tempo para assistência médica fora do campo

Atualmente, as regras não preveem quanto tempo os jogadores lesionados devem permanecer fora do campo. As ligas têm o direito de estabelecer as suas próprias diretrizes, e a Premier League introduziu uma regra de 30 segundos a partir da temporada 2023/2024.

A FIFA realizou os seus próprios testes na Taça Árabe em dezembro, onde um jogador teve de permanecer fora do campo por dois minutos. Pierluigi Collina, chefe da arbitragem da FIFA, afirmou que a regra dos dois minutos visa reduzir a perda de tempo e melhorar o fluxo do jogo. Uma abordagem semelhante é aplicada na MLS, onde a regra é ativada se um jogador permanecer no chão por mais de 15 segundos e receber assistência.

Na reunião do IFAB em janeiro, foi alcançado um acordo para introduzir um tempo obrigatório fora do campo para jogadores que recebem assistência, mas houve desacordo quanto à duração. Houve forte oposição à proposta de dois minutos, pelo que será considerado um período de um minuto.

Tempo para substituições e protocolo VAR

Outra proposta é a introdução de um limite de tempo de dez segundos para os jogadores que saem do campo durante uma substituição, algo que até agora não estava regulamentado. No que diz respeito ao protocolo VAR, na reunião de trabalho anual do IFAB, foi recomendado que a intervenção da tecnologia de vídeo continue a ser limitada a quatro situações que podem mudar o rumo do jogo (golo/não golo, penálti/não penálti, cartões vermelhos e erro de identidade do jogador). No entanto, foi enfatizada a ideia de não quebrar excessivamente o ritmo do jogo nem atrasar a partida.

Na última reunião do IFAB, foi proposto que, quando existam provas objetivas, o VAR seja autorizado a rever cartões vermelhos atribuídos como consequência de um segundo cartão amarelo incorreto, bem como casos de erro de identidade onde o jogador errado foi sancionado. Além disso, foi sugerido que as competições permitam que a equipa de VAR reveja também os pontapés de canto assinalados após uma decisão manifestamente errada.

Como são aprovadas as novas regras?

Para que as novas regras sejam aprovadas, é necessária uma maioria, ou seja, seis dos oito votos. Quatro votos pertencem às federações de futebol britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), enquanto os restantes quatro votos são da FIFA, que representa todas as outras federações do mundo.

A FIFA não pode aprovar as mudanças sozinha, pois os seus quatro votos não são suficientes para a maioria, necessitando do apoio de pelo menos duas federações britânicas. A decisão sobre se algumas ou todas estas propostas serão aprovadas será tomada este sábado.