«Críticas a Abel? Mando calar a boca até ao meu marido»
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, desvalorizou, esta terça-feira, as críticas de parte dos adeptos ao trabalho de Abel Ferreira, garantindo que as suas decisões não são influenciadas pela opinião pública ou pelas redes sociais.
A dirigente foi categórica ao afirmar que a continuidade do técnico português é uma decisão sua, baseada na avaliação profissional do trabalho diário, e não na pressão externa, revelando que nem mesmo o seu marido, José Roberto Lamacchia, tem poder de influência nas suas decisões sobre o clube.
«Não vou atrás da opinião do meu marido, que é um grande adepto lá em casa. Mando-o ficar quieto. Como tenho liberdade com ele, mando-o calar a boca. Mas com o adepto não posso. Tenho de ser democrática, em minha casa não sou democrática», afirmou, em declarações ao Globoesporte.
A presidente do clube paulista reforçou que confia plenamente na equipa técnica e nos jogadores, com quem mantém contacto diário no centro de treinos: «Conheço o trabalho do Abel, estou diariamente no centro de treinos com o Anderson [Barros] e com os meus atletas. E não vou atrás da opinião de absolutamente ninguém. Converso com os meus profissionais, que estão no dia a dia. A presidente Leila nunca decide sozinha. Ela decide com os profissionais que estão dentro da Academia de Futebol.»
Recorde-se que uma claque organizada do Palmeiras chegou a pedir a demissão de Abel Ferreira, um cenário completamente descartado pela presidente. Leila Pereira manifestou-se «extremamente feliz» com o treinador português e também com o diretor de futebol, Anderson Barros. Apesar de defender o direito à manifestação dos adeptos, a presidente traçou uma linha vermelha: «O adepto pode manifestar-se, mas de uma forma civilizada e respeitosa. Violência e falta de respeito eu não admito. Não fico nem um pouco preocupada com isso, e nem o Abel.»
Leila Pereira fez ainda questão de reiterar o seu total apoio ao treinador, cujo contrato não possui cláusula de rescisão para nenhuma das partes.
«O Abel sabe que tem todo o apoio da presidente. Quem contrata e demite o treinador é a presidente, não é o adepto, não é a política do Palmeiras. Sou eu. E estou extremamente feliz com o Abel. Gostaria muito que ele ficasse comigo até ao final do meu mandato. Ele ficará connosco até quando achar que está feliz e que o ciclo está encerrado», analisou.