Mourinho acumula vitórias e fiéis admiradores (crónica)
Três jogos, três vitórias e o Real Madrid de José Mourinho segue imparável. Na terceira jornada da LaLiga, os merengues receberam o Málaga e não deram hipóteses. Goleada por 4-0, com o jogo a ficar, praticamente, sentenciado na primeira meia hora.
Ao terceiro jogo, Mourinho fez mudanças em relação à formação repetida nos dois jogos anteriores. Na defesa, só manteve Courtois e Huijsen, fazendo entrar Trent para a direita, Rudiger no centro e Cucurella na esquerda. No meio-campo, deu entrada a Camavinga, deixando Bernardo Silva no banco, onde também ficou sentado Arda Guler, que cedeu o lugar a Brahim Díaz.
Tudo isto só mostra as muitas alternativas de que dispõe o treinador português, sem que o rendimento da equipa se veja negativamente afetado. Bem ao contrário, o Real Madrid fez o melhor primeiro tempo da temporada, com uma pressão alta desde o primeiro minuto, presença quase permanente no meio-campo contrário, um ataque constante e avassalador e, como prémio, os três golos de vantagem com que chegou ao intervalo.
O primeiro foi uma sublime obra de Jude Bellingham. Recuperou uma bola que disputavam Recio e Mbappé, internou-se pela direita, evitou os defesas e, com um remate cruzado, mandou a bola para o fundo da baliza (19').
Pouco depois surgiu o segundo tento: Mbappé rematou forte, o guarda-redes defendeu para a frente, ali apareceu Bellingham a enviar de cabeça e, no trajeto em direção ao golo, a bola bateu em Herrero, que ajudou a que entrasse na sua própria baliza (26').
O terceiro foi apontado por Mbappé, a concluir um bom centro de Trent Alexander-Arnold (30'). Três golos em escassos onze minutos que deixaram decidida a sorte do desafio.
Frente a esta avalanche ofensiva, o Málaga procurou atuar com valentia. Em lugar de refugiar-se atrás, como fazem quase todas as equipas que visitam o Bernabéu, optou por um jogo aberto, certamente algo suicida para uma turma jovem recém-chegada à primeira divisão, mas que, mesmo assim, logrou mandar uma bola ao ferro da baliza de Courtois e criar uma ocasião que, só por muito pouco, não terminou em golo.
Com enorme dignidade, os visitantes aguentaram como puderam a marcada superioridade da turma de Mourinho que, ao intervalo, foi despedida com os aplausos do público, verdadeiramente feliz com o que tinha visto na primeira metade do encontro. Mou vai conseguindo que sejam cada vez menos os madridistas que não veêm com bons olhos o seu regresso.
O Real Madrid procurou, na parte inicial do segundo tempo, prosseguir o trabalho de reconciliação com os adeptos. Continuou a pressionar com força e Bellingham esteve a ponto de voltar a marcar, com um potente remate que levou o esférico à trave da baliza visitante.
Com o tempo, a turma de Mourinho, sem nunca perder o controlo das operações, baixou um pouco o volume do recital. O Málaga apareceu com maior frequência nas vizinhanças da área local. O árbitro chegou a assinalar um penálti a seu favor, que depois anulou a conselho do VAR, e, já no declinar da partida, Arda Guler, que acabava de entrar em campo, recebeu um passe de bandeja de Vinícius que aproveitou para fazer o quarto golo da tarde (90+1').
Antes, Bernardo Silva havia entrado para o lugar de Valverde, um quarto de hora antes do final e, quando já tudo estava resolvido. Descansou, mas tem assegurada a titularidade.
Triunfo contundente e severo castigo para o Málaga, que pagou caro o seu atrevimento de querer jogar de igual para igual contra um adversário claramente superior.