Avançado francês foi a figura da noite na capital espanhola diante da Real Sociedad #DAZNLaLiga

José Mourinho não tem dúvidas sobre quem deve vencer a Bola de Ouro de 2026. Sem o nomear diretamente, o treinador do Real Madrid reivindicou o prémio para um dos seus jogadores: Kylian Mbappé.

O técnico português argumenta que o troféu deve ser atribuído a futebolistas que deixam um legado eterno e não apenas a quem vence uma grande competição. A sua referência a «quem fez história a nível individual este verão» aponta claramente para o avançado francês, uma ideia que já tinha expressado na quarta-feira anterior no Bernabéu.

O argumento de Mourinho é sustentado por um dado estatístico: desde o último Mundial, o número 10 do Real Madrid é o melhor marcador da competição, com 22 golos em 22 jogos distribuídos por três edições.

«Para mim, a Bola de Ouro tem de ser para aqueles jogadores de quem, quando se retiram, sentimos saudades para a eternidade. Sinto falta de Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, Cristiano, Messi, Zidane, Matthaus... Não se pode dar a Bola de Ouro porque se ganhou a Champions ou o Mundial», afirmou Mourinho, acrescentando que o prémio para a melhor equipa deve ir para o treinador, como Luis Enrique ou De la Fuente. «Outra coisa é o melhor do mundo, não tem de ser do PSG ou de Espanha. São dois, três ou quatro e sabemos quem são. Sabemos onde estão, aqui.»

Na mesma conferência de imprensa, de antevisão do encontro frente ao Málaga, o treinador do Real Madrid abordou outras questões, como a preocupação com as pausas para as seleções. «Os jogos das seleções preocupam-me. É muito tempo. Os jogadores que vão e jogam preocupam-me menos do que os que são convocados e não jogam. Esses preocupam-me muitíssimo», confessou, explicando que a boa relação com Ancelotti facilita a troca de informações, mas que a situação é mais complexa com outros selecionadores.

Mourinho confirmou ainda a titularidade de Cucurella, elogiou o trabalho de Arbeloa na formação do clube e pediu calma a Tchouaméni. Anunciou também que o regresso de Endrick está próximo, podendo acontecer já no jogo contra o Bétis.

Por fim, o técnico desvalorizou o impacto de eventuais fugas de informação sobre o onze inicial. «Se o adversário souber da nossa equipa uma hora e meia antes, prefiro. Mas se sair hoje, não é dramático», afirmou, explicando que a preocupação maior seria se revelassem mudanças táticas estruturais, como jogar com três centrais.

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