Rui Borges é, neste momento, um homem «motivado» - Foto: ESTELA SILVA/LUSA
Rui Borges é, neste momento, um homem «motivado» - Foto: ESTELA SILVA/LUSA

Motivação, tranquilidade mental e o Gil Vicente: tudo o que disse Rui Borges

Após o triunfo por 4-1, frente ao Rio Ave, o técnico leonino assumiu-se feliz pelo facto de a equipa voltar a depender só dela para ficar em segundo lugar. Ainda assim, alerta: «Falta um jogo...»

Este já foi um jogo à imagem daquilo que foi o Sporting nesta época?

- Fomos sempre uma equipa muito ofensiva, muito goleadora. Felizmente, nestes dois jogos voltámos a sê-lo. Esta foi uma vitória difícil. Foi uma primeira parte difícil, em que sofremos golo cedo. Acabámos por melhorar a acabar a primeira parte, fazendo o golo. Fomos felizes no segundo. Na segunda parte, o Sporting, mesmo com a superioridade numérica, não baixou, não relaxou, a malta esteve liga e manteve-se a controlar o jogo, sem nunca entrar em adormecimento, porque, mesmo com menos um, num primeiro momento, o Rio Ave podia ser perigoso. 

Como é que o grupo reage a ter regressado ao segundo lugar?

- O grupo está feliz, acima de tudo, porque fomos capazes de ganhar, quando estivemos a perder perante uma boa equipa. Temos de estar cientes do bom trabalho do Rio Ave, como uma boa equipa, individual e coletivamente. Os homens da frente são rápidos e fisicamente fortes, e é uma equipa taticamente muito forte. A vitória tem o acréscimo de voltarmos a ser segundos, mas temos de estar concentrados porque ainda falta uma jornada, perante uma boa equipa, que vai dificultar ao máximo a nossa tarefa.

Além de confiança, o que traz esta vitória?

- O voltar a estar em segundo traz motivação e tranquilidade mental. Termos perdido, primeiro, a oportunidade de continuar a lutar pelo campeonato e, depois, o segundo lugar no espaço de duas semanas, mentalmente, foi difícil para o grupo. Mas conseguiu ultrapassar. É importante chegar ao fim com duas vitórias e perceber que voltámos ao segundo lugar e que continuamos a depender de nós para mantê-lo na última jornada.

Mais duas baixas: o Debast e o Vagiannidis. Algum deles poderá participar nos jogos que restam?

- Lesionaram-se os dois no treino, por isso é que não referi isso na antevisão, porque não sabia se podiam contar. Estão sob avaliação. Não consigo dar mais informações.

Como foi reanimar o grupo, até sentir que era possível voltar às vitórias? 

- O mental ajuda o físico. Depois dos jogos com o Arsenal, tínhamos de respirar e descansar, mas não deu. Entrámos agora nestas semanas mais normais, depois da que nos pôs fora dos objetivos que tínhamos. Mas, por mais limpas e normais que as semanas sejam, a dificuldade estava no choque mental que levámos. De estarmos fora da luta do campeonato, de ficarmos a não depender de nós para o segundo lugar, de estarmos pertinho das meias-finais e não conseguirmos… Depois de todo esse desgaste mental, mesmo com semanas normais, é difícil desligar. Por mais vontade que eles tenham, por mais que eles queiram, o desgaste está lá.

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